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Coragem, Sou eu, não tenhas medo! Senhor, salva-me! Sejamos fortes na fé!

  Coragem, Sou eu, não tenhas medo! Senhor, salva-me! Sejamos fortes na fé! Ao meditarmos o Evangelho deste XIX Domingo do Tempo Comum – Mt 14,22-33 –, podemos concluir que o mesmo não é um simples relato puramente histórico ou sentimental de um prodígio realizado na Galileia. Na arquitetura teológica do Evangelho de São Mateus, este texto é uma profunda catequese eclesiológica e cristológica, estruturada com rica simbologia do Antigo Testamento e da tradição apostólica. Para compreendermos a profundidade da mensagem que o Espírito Santo hoje nos transmite, precisamos descer aos detalhes do texto em sua linguagem original e no seu contexto teológico. Cada verbo e imagem nesta passagem traz uma densidade teológica fundamental. Detenhamo-nos, inicialmente, nas figuras do mar e da noite. No Antigo Testamento e no pensamento semítico, o mar agitado não é apenas um corpo d'água; é a representação do caos, do abismo e das forças demoníacas hostis a Deus (cf. Sl 107, 23-30; Jó 38, 8...

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

  19º DOMINGO DO TEMPO COMUM “Considerai, Senhor, vossa aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa, e não desprezeis o clamor de quem vos busca.” (cf. Sl 73,20.19.22s) Meus irmãos, Estamos celebrando neste domingo a vitória de Cristo sobre o mundo. Não podemos ter medo de vivenciar o seguimento cristão e cada um de nós é convidado a deixar a vivência pastoral pessoal e anunciar o evento evangelizador. Abandonar o comodismo e vivenciar o anúncio da mensagem evangélica que é sempre atual, questionadora, e, mais do que tudo isso, parte de uma mudança radical da vida da própria pessoa. Por isso, todos nós somos convidados a enxergar Deus nas coisas pequenas e simples da vida quotidiana. Apesar da violência humana, Deus está naquilo que significa paz e refrigério (cf. Primeira Leitura 1Rs 19,9a.11-13a) Dentro da brisa mansa, Ele confia a Elias uma nova missão, que é manifestada pela tempestade. A religiosidade mágica facilmen...

18º - DOMINGO DO TEMPO COMUM

  18º - DOMINGO DO TEMPO COMUM “Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador, Senhor, não tardeis mais” (cf. Sl. 69,2.6). Meus irmãos, Jesus nos convida hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário, nesta nossa peregrinação rumo ao Reino das Bem-Aventuranças. A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não tem dinheiro para comprar. Faz-nos entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães segundo o Evangelho hodierno (Mt. 14,13-21). O profeta Isaías convida os exilados a cumprirem um novo êxodo, deixando a terra da escravidão e dirigindo-se ao encontro da terra da liberdade – a Jerusalém nova que Deus vai reconstruir para o seu Povo. Aí, Judá redescobrirá o Deus libertador, que derrama sobre o seu Povo – gratuita e abundantemente – a justiça, a prosperidade, a abundância, a paz sem fim. O profeta representa ...

O que o senhor ou a senhora fazem depois de comungar?

    Redescubra um dos momentos mais especiais da santa missa. A Igreja nos ensina que após receber a Sagrada Hóstia, presença real de Jesus (corpo, sangue, alma e divindade), Ele está substancialmente presente em nós até que nosso organismo consuma as espécies do trigo; isto pode levar cerca de 15 minutos. Depois disso, Jesus passa a estar em nossa alma pela ação do Espírito Santo e de Sua graça. O grande São Pedro Julião Eymard, em seu livro “Flores da Eucaristia” (Ed. Palavra Viva, Sede Santos! (Distribuidora Loyola, pgs 131-135), nos ensina a importância da Ação de Graças. Transcrevo aqui alguns de seus ensinamentos para a sua meditação: “O momento mais solene de vossa vida é o da Ação de Graças, em que possuis o Rei da Terra de do Céu, vosso Salvador e Juiz, disposto a vos conceder tudo o que Lhe pedirdes”. “A Ação de Graças é de imprescindível necessidade, a fim de evitar que a Santa Comunhão degenere num simples hábito piedoso.” Efeitos da Presença “Nosso Senho...

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM, A.

  “Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá forças e poder a seu povo.” (cf. Sl 67,6s.-36s.)   Irmãos e Irmãs, Nos tempos em que a Santa Igreja coloca os pobres no centro da atenção pastoral, resgatando a sua dignidade, atentamo-nos tanto para essa triste realidade de alguns desafortunados que corremos o risco de nos esquecer do exemplo de algumas pessoas ricas, como o caso o rei Salomão. Ele não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (cf. 1Rs 3,5ss). Neste sentido, Salomão prefigura o negociante da parábola da pérola, homem de bem, mas perspicaz: arrisca tudo o que tem num investimento melhor.             A primeira leitura – 1 Reis 3,1.7-12 – nos apresenta um sonho: os catequistas deuteronomistas vão utilizar este recurso literário para apresentar Salomão como “o escolhido” de Deus, a quem Deus comunica os seus projetos e a q...