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São José Operário

  Aproxima-se a Festa de São José Operário, no próximo dia 01 de maio de 2026. Gostaria de compartilhar a vida de São José Operário, sua importância para a Igreja e porque ele é considerado o padroeiro dos trabalhadores. A Mãe Igreja, que é sábia, oferece e indica aos seus filhos os meios de se santificar e também os modelos de santidade para lhes inspirar. Já temos um dia dedicado a São José, mas foi necessário também reservar uma data para recordar o habilidoso ofício do pai putativo de Jesus: São José Operário. Neste texto, você vai descobrir o que essa festa litúrgica tem a nos ensinar e por que o grande santo é para nós um exemplo de trabalhador. São José: um simples operário e o maior de todos os santos “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.” 1  Isto é o que o anjo do Senhor disse a São José ...
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4o. DOMINGO DA PÁSCOA, A.

  “A terra está repleta do amor de Deus; por sua Palavra foram feitos os céus. Aleluia!” (Cf. Sl. 35,5s) Meus queridos irmãos,             Celebramos neste domingo a festa do Bom Pastor. O Evangelho de hoje (cf. Jo 10,1-10) apresenta a cena campestre do vaivém de pastores e ovelhas, mas também de assaltantes e ladrões, no redil comunitário das aldeias da antiga Palestina. As autoridades judaicas não entenderam essa parábola, pois só quem crê entende Cristo. Jesus Cristo é a porta. Conduzidas através dele, as ovelhas encontrarão vida. Antes dele vieram pessoas que entravam e saíam, não pela porta, mas por outro lugar: eram assaltantes, conduziram as ovelhas para a perdição e a maldade, para lhes tirar a vida.  Aqui pouco importa quem sejam os assaltantes. Jesus talvez poderia estar pensando que os assaltantes poderiam ser os mestres judeus de seu tempo e isto é uma pista que não se deveria seguir os mesmos. A mensagem princ...

Adeus às armas

  Adeus às armas: Porque a paz deixou de ser opção para virar sobrevivência. A guerra nunca será a solução. Somente inteligência na construção da paz pode salvar o nosso futuro. Você já parou para pensar que o conceito de “ guerra justa ” está ficando tão ultrapassado quanto as armaduras de metal? Pois é. O que antes era discutido em salas de aula e púlpitos como uma necessidade dolorosa, hoje soa mais como ‘sentença de morte’ para toda a civilização. Com armas que podem apagar cidades do mapa num clique e conflitos que fogem do controle em minutos, a pergunta mudou. Agora, o que importa não é saber se a guerra é “ justa ”, mas se ela ainda faz algum sentido como solução — ou se ela é apenas um “ massacre inútil ”, como já alertava o Papa Bento XV há mais de um século. Este debate ganha um peso ainda mais simbólico agora em 2026, quando celebramos o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. O “Poverello”, que lá no século XIII já atravessava linhas de frente em pl...

3° Domingo da Páscoa, A

  “Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia!” (Cf. Sl. 65, 1s).   Celebramos neste terceiro Domingo da Páscoa o “Querigma”. A Primeira Leitura de hoje (At 2,14.22-33) nos apresenta o “protótipo” da pregação apostólica ou o “querigma”, a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Suprimida a introdução, At. 2,1-21, por ser a leitura de Pentecostes, a leitura inicia com o v. 22, anunciando que o profeta rejeitado ressuscitou, cumprindo as Escrituras. Não se trata de ver aí um cumprimento “ao pé da letra”, mas de reconhecer nos escritos antigos a maneira de agir de Deus, que se realiza plenamente em Jesus Cristo. O importante neste querigma é o anúncio da Ressurreição como sinal de que Deus homologou a obra de Jesus lhe deu razão contra todo o mundo. Na primeira leitura ressalta-se que Jesus passou pelo mundo realizando gestos que testemunhavam a dinâmica de Deus e a sua proposta de salvação para os homens (At 2, 22); ...

O Abraço do Impossível

  Neste Tempo Pascal, gostaria de tratar acerca do tema: Deus pede a cada um o impossível que mais convém à sua alma. Se há algo de curioso nos pontos em comum dos vários chamamentos de Deus na Bíblia e na vida dos santos é, sem dúvida, o “abraço no impossível”. Parece fazer parte da pedagogia do Deus dos impossíveis exigir daquele que Ele chama esse abraço radical, que levará a dois dos fundamentos básicos para o “sim” à vontade de Deus: um esvaziamento total e radical de si mesmo e, ao mesmo tempo, a entrega confiante à vontade de Deus. Quem foram os grandes eleitos de Deus na Bíblia? Quais as características de personalidade? Como se deu, com cada um, esse tão imensamente difícil e libertador “abraço no impossível”? “Deixa! Deixa!” Foi esta a primeira palavra que Deus disse a Abrão. Deixa! O que Deus pedia para o caldeu Abrão deixar? Basicamente, a mesma coisa que Jesus pediria aos seus, séculos mais tarde: terra, família, a casa do pai. O Deus dos impossíveis pedia a Abrão...