Adeus às armas: Porque a paz deixou de ser opção para virar sobrevivência. A guerra nunca será a solução. Somente inteligência na construção da paz pode salvar o nosso futuro. Você já parou para pensar que o conceito de “ guerra justa ” está ficando tão ultrapassado quanto as armaduras de metal? Pois é. O que antes era discutido em salas de aula e púlpitos como uma necessidade dolorosa, hoje soa mais como ‘sentença de morte’ para toda a civilização. Com armas que podem apagar cidades do mapa num clique e conflitos que fogem do controle em minutos, a pergunta mudou. Agora, o que importa não é saber se a guerra é “ justa ”, mas se ela ainda faz algum sentido como solução — ou se ela é apenas um “ massacre inútil ”, como já alertava o Papa Bento XV há mais de um século. Este debate ganha um peso ainda mais simbólico agora em 2026, quando celebramos o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. O “Poverello”, que lá no século XIII já atravessava linhas de frente em pl...
“Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia!” (Cf. Sl. 65, 1s). Celebramos neste terceiro Domingo da Páscoa o “Querigma”. A Primeira Leitura de hoje (At 2,14.22-33) nos apresenta o “protótipo” da pregação apostólica ou o “querigma”, a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Suprimida a introdução, At. 2,1-21, por ser a leitura de Pentecostes, a leitura inicia com o v. 22, anunciando que o profeta rejeitado ressuscitou, cumprindo as Escrituras. Não se trata de ver aí um cumprimento “ao pé da letra”, mas de reconhecer nos escritos antigos a maneira de agir de Deus, que se realiza plenamente em Jesus Cristo. O importante neste querigma é o anúncio da Ressurreição como sinal de que Deus homologou a obra de Jesus lhe deu razão contra todo o mundo. Na primeira leitura ressalta-se que Jesus passou pelo mundo realizando gestos que testemunhavam a dinâmica de Deus e a sua proposta de salvação para os homens (At 2, 22); ...