“O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucubem” (cf. Sl 26,1s). Meus irmãos, Celebramos hoje a misericórdia de Deus que não tem parâmetros para excluir, mas para incluir todos, principalmente os que estão à margem da sociedade. Uma sociedade que valoriza mais o individualismo, o consumismo, o ter em detrimento do ser, do prazer em detrimento do amor gratuito, a liturgia de hoje nos convida a construir o Reino de Deus, à partir do apelo para que todos se convertam e venham para o seguimento de Jesus, nunca fechando nossos corações, mas sempre abertos para ouvir a Palavra de Deus. Irmãos e Irmãs, A Primeira Leitura de hoje (Os 6,3-6) nos oferece um entendimento de que os julgamentos externos devem ser deixados de lado em favor da gratuidade do Senhor...
“O Senhor alimentou seu povo com a flor do trigo e com o mel do rochedo o saciou” (cf. Sl 80,17). Meus queridos irmãos, A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é o prolongamento da atmosfera pascal, atmosfera do mistério de nossa redenção pelo Senhor morto e glorificado, a Igreja quer celebrar de modo mais expresso o sacramento pelo qual participamos da doação até o fim de seu corpo e sangue, conforme a palavra de Jesus na Última Ceia. Embora esta celebração seja uma extensão da Quinta-feira Santa, o Evangelho é o texto eucarístico de João (cf. Jo 6,51-58), que não se encontra no contexto da Última Ceia, como nos evangelhos sinóticos, mas no contexto da multiplicação do pão. Jesus explica o sentido do “sinal do pão”. Para os judeus, a multiplicação do pão significou saciação material, ou seja, messianismo político. Para Jesus, a multiplicação dos pães...