Neste Tempo Pascal, gostaria de tratar acerca do tema: Deus pede a cada um o impossível que mais convém à sua alma. Se há algo de curioso nos pontos em comum dos vários chamamentos de Deus na Bíblia e na vida dos santos é, sem dúvida, o “abraço no impossível”. Parece fazer parte da pedagogia do Deus dos impossíveis exigir daquele que Ele chama esse abraço radical, que levará a dois dos fundamentos básicos para o “sim” à vontade de Deus: um esvaziamento total e radical de si mesmo e, ao mesmo tempo, a entrega confiante à vontade de Deus. Quem foram os grandes eleitos de Deus na Bíblia? Quais as características de personalidade? Como se deu, com cada um, esse tão imensamente difícil e libertador “abraço no impossível”? “Deixa! Deixa!” Foi esta a primeira palavra que Deus disse a Abrão. Deixa! O que Deus pedia para o caldeu Abrão deixar? Basicamente, a mesma coisa que Jesus pediria aos seus, séculos mais tarde: terra, família, a casa do pai. O Deus dos impossíveis pedia a Abrão...
“Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!” (cf. 1Pd 2,2). Meus queridos irmãos, Somos convidados nestes domingos seguintes ao Domingo da Páscoa a conviver com a primeira comunidade cristã. As primeiras leituras são uma seqüência de Leituras dos Atos dos Apóstolos e com o Evangelho de São João. As segundas leituras são tiradas das Cartas de Pedro. Assim, neste domingo, o tema da fé batismal, permeia toda a celebração. Os fiéis são “como crianças recém-nascidas” e reza-se por um mais profundo entendimento do mistério da ressurreição e do batismo. Neste tempo, não existe, necessariamente, uma estreita coerência temática entre as três leituras. Porém, todas elas nos fazem participar do espírito do mistério pascal. Assim, na primeira leitura deste domingo (At 2,42-47), os...