Recordar a morte e Ressurreição de Cristo nos ritos do Tríduo Pascal, significa viver em profunda e solidária adesão ao hoje da história, convencidos de que aquilo que celebramos é realidade viva e atual. A liturgia da ação litúrgica da Sexta-Feira Santa deve ser permeada pelo silêncio rico de oração. Ensina o Papa Bento XVI que: “Nós sabemos que o ódio, as divisões e as violências nunca têm a última palavra nos eventos da história. Esses dias reanimam em nós a grande esperança: Cristo crucificado e ressuscitado venceu o mundo. O amor é mais forte do que o ódio. Venceu, E devemos associar-nos a esta vitória do amor. Devemos então partir novamente d’Ele para construir um mundo fundado sobre a paz, sobre a justiça e sobre o amor”. Por isso nestes dias do Tríduo Pascal nos estamos seguindo os passos do Senhor mais detidamente que na Quaresma. O Tríduo Sacro é um grande drama, uma grande encenação para que possamos reviver...
“Ele tomou sobre si nossas enfermidades e carregou os nossos sofrimentos.” (Is 53,4) “Eis o homem!” Ecoa desde há dois mil anos a infame apresentação que o pusilânime Pôncio Pilatos fez de Nosso Senhor, do balcão do pretório, enquanto a turba indecorosa, ululante, escarnecedora, mais uma vez preferia as trevas à Luz. (...) “Eis o homem!” Estamos agora diante do lúgubre Calvário. Aquele ambiente de desolação se estende por todo o mundo, alcança o céu, influencia a natureza. “Ou um deus está morrendo, ou o mundo está se acabando”, teria exclamado, espantado, um astrônomo distante daquelas terras, alheio ao que acontecia em Jerusalém. “Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das do...