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4o. DOMINGO DA PÁSCOA, A.

  “A terra está repleta do amor de Deus; por sua Palavra foram feitos os céus. Aleluia!” (Cf. Sl. 35,5s) Meus queridos irmãos,             Celebramos neste domingo a festa do Bom Pastor. O Evangelho de hoje (cf. Jo 10,1-10) apresenta a cena campestre do vaivém de pastores e ovelhas, mas também de assaltantes e ladrões, no redil comunitário das aldeias da antiga Palestina. As autoridades judaicas não entenderam essa parábola, pois só quem crê entende Cristo. Jesus Cristo é a porta. Conduzidas através dele, as ovelhas encontrarão vida. Antes dele vieram pessoas que entravam e saíam, não pela porta, mas por outro lugar: eram assaltantes, conduziram as ovelhas para a perdição e a maldade, para lhes tirar a vida.  Aqui pouco importa quem sejam os assaltantes. Jesus talvez poderia estar pensando que os assaltantes poderiam ser os mestres judeus de seu tempo e isto é uma pista que não se deveria seguir os mesmos. A mensagem princ...
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Adeus às armas

  Adeus às armas: Porque a paz deixou de ser opção para virar sobrevivência. A guerra nunca será a solução. Somente inteligência na construção da paz pode salvar o nosso futuro. Você já parou para pensar que o conceito de “ guerra justa ” está ficando tão ultrapassado quanto as armaduras de metal? Pois é. O que antes era discutido em salas de aula e púlpitos como uma necessidade dolorosa, hoje soa mais como ‘sentença de morte’ para toda a civilização. Com armas que podem apagar cidades do mapa num clique e conflitos que fogem do controle em minutos, a pergunta mudou. Agora, o que importa não é saber se a guerra é “ justa ”, mas se ela ainda faz algum sentido como solução — ou se ela é apenas um “ massacre inútil ”, como já alertava o Papa Bento XV há mais de um século. Este debate ganha um peso ainda mais simbólico agora em 2026, quando celebramos o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. O “Poverello”, que lá no século XIII já atravessava linhas de frente em pl...

3° Domingo da Páscoa, A

  “Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia!” (Cf. Sl. 65, 1s).   Celebramos neste terceiro Domingo da Páscoa o “Querigma”. A Primeira Leitura de hoje (At 2,14.22-33) nos apresenta o “protótipo” da pregação apostólica ou o “querigma”, a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Suprimida a introdução, At. 2,1-21, por ser a leitura de Pentecostes, a leitura inicia com o v. 22, anunciando que o profeta rejeitado ressuscitou, cumprindo as Escrituras. Não se trata de ver aí um cumprimento “ao pé da letra”, mas de reconhecer nos escritos antigos a maneira de agir de Deus, que se realiza plenamente em Jesus Cristo. O importante neste querigma é o anúncio da Ressurreição como sinal de que Deus homologou a obra de Jesus lhe deu razão contra todo o mundo. Na primeira leitura ressalta-se que Jesus passou pelo mundo realizando gestos que testemunhavam a dinâmica de Deus e a sua proposta de salvação para os homens (At 2, 22); ...

O Abraço do Impossível

  Neste Tempo Pascal, gostaria de tratar acerca do tema: Deus pede a cada um o impossível que mais convém à sua alma. Se há algo de curioso nos pontos em comum dos vários chamamentos de Deus na Bíblia e na vida dos santos é, sem dúvida, o “abraço no impossível”. Parece fazer parte da pedagogia do Deus dos impossíveis exigir daquele que Ele chama esse abraço radical, que levará a dois dos fundamentos básicos para o “sim” à vontade de Deus: um esvaziamento total e radical de si mesmo e, ao mesmo tempo, a entrega confiante à vontade de Deus. Quem foram os grandes eleitos de Deus na Bíblia? Quais as características de personalidade? Como se deu, com cada um, esse tão imensamente difícil e libertador “abraço no impossível”? “Deixa! Deixa!” Foi esta a primeira palavra que Deus disse a Abrão. Deixa! O que Deus pedia para o caldeu Abrão deixar? Basicamente, a mesma coisa que Jesus pediria aos seus, séculos mais tarde: terra, família, a casa do pai. O Deus dos impossíveis pedia a Abrão...

2o. DOMINGO DA PÁSCOA, A

  “Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!” (cf. 1Pd 2,2).   Meus queridos irmãos,               Somos convidados nestes domingos seguintes ao Domingo da Páscoa a conviver com a primeira comunidade cristã. As primeiras leituras são uma seqüência de Leituras dos Atos dos Apóstolos e com o Evangelho de São João. As segundas leituras são tiradas das Cartas de Pedro. Assim, neste domingo, o tema da fé batismal, permeia toda a celebração. Os fiéis são “como crianças recém-nascidas” e reza-se por um mais profundo entendimento do mistério da ressurreição e do batismo. Neste tempo, não existe, necessariamente, uma estreita coerência temática entre as três leituras. Porém, todas elas nos fazem participar do espírito do mistério pascal.             Assim, na primeira leitura deste domingo (At 2,42-47), os...