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Compilado de meditações sobre o Preciosíssimo Sangue de Jesus.

Compilado de meditações sobre o Preciosíssimo Sangue de Jesus. Essas meditações serão uma contribuição para conhecer o mistério do Preciosíssimo Sangue de Jesus Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: “Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com seu sangue” (cf. Ex 12,6-7). Que dizes Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas porque é figura do sangue do Senhor. Mas, se agora, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, o inimigo vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicadas a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe. (Catequeses de São João Crisóstomo 3,13-19; Liturgia das Horas II, 415). Sangue de Cristo, recebido pelos fiéis na Eucaristia “Cristo deu sua vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1Jo 3,16). É certa...
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Desvendando os mistérios do Apocalipse, o livro da resistência.

Desvendando os mistérios do Apocalipse, o livro da resistência. Em um cenário de perseguição implacável, o Livro do Apocalipse serviu como uma poderosa arma de resistência, transformando o horror romano em uma mensagem codificada de esperança que desafia a história. O Apocalipse não é, como muitos imaginam em suas leituras superficiais, um roteiro frio sobre o fim do mundo, mas sim um documento vital de resistência. Em uma época de perseguição extrema, onde a vida dos cristãos valia menos que a obediência ao Império Romano, este livro surgiu como uma ferramenta de sobrevivência identitária. A análise histórica desse período revela que o Livro do Apocalipse não é um relato profético sobre um futuro distante, mas sim um documento de resistência urgente diante da brutalidade do Império Romano. Escrito por volta da década de 90 do século I, em um cenário onde o imperador Domiciano exigia ser adorado como deus, o texto nasce da necessidade de sobrevivência das comunidades cristãs nascente...

16º Domingo do Tempo Comum.

  "É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo coração hei de vos oferecer o sacrifício, e dar graças ao vosso nome, porque sois bons"(cf. Sl. 53,6.8).   Meus irmãos,                  É necessária a paciência para fazer a vontade de Deus. A sagrada liturgia deste 16º Domingo do Tempo Comum nos leva a refletir sobre o joio e o trigo. O joio representa o mal. O trigo simboliza o Reino de Deus na Terra.             Os homens, indistintamente, experimentam do bem e do mal. Todos já praticaram o bem e o mal. Saber viver bem é uma sabedoria que vamos buscar perscrutando os caminhos do Senhor Ressuscitado.                A resistência ao espírito do mal e a perseverança no bem se chama paciência. Os pecadores, ou seja, todos os homens e mulheres que decaem...

A parábola do semeador generoso: oração e virtudes cardeais em três terrenos

A parábola do semeador generoso: oração e virtudes cardeais em três terrenos Neste 15º Domingo do Tempo Comum (Ano A) entramos no capítulo 13 de Mateus, o grande discurso das parábolas de Jesus. O Evangelho de hoje na sua versão mais longa (Mt 13,1-23), traz a parábola do semeador e a sua explicação. “Saiu o semeador a semear” (Mt 13,3). Quem é o semeador? Quem são os terrenos? Vamos meditar sobre isso, tentando fazer uma correlação dos três tipos de terreno que não deram fruto com três das virtudes cardeais e com o ensinamento de Santa Teresa de Jesus (Teresa D’Ávila) sobre a oração, para sermos mais espertos do que o Maligno, que tenta nos roubar a boa semente do Senhor (cf. Lc 16,8). 1. A saída de Jesus e a preparação para a oração O primeiro ponto são os verbos do início do texto: Jesus “saiu de casa e foi sentar-se à beira do mar” (Mt 13,1); depois “entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé na praia” (Mt 13,2). Esta “saída” de Jesus lembra a saída de Deus, qu...

15º. Domingo do Tempo Comum, A

 “Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória”(cf. Sl.16,15). Meus irmãos e minhas irmãs, A Sagrada Liturgia nos levou, nos domingos precedentes, a reflexão do primeiro discurso de Jesus que foi o Sermão da Montanha e do seu segundo discurso que foi o Sermão Missionário. Mateus na sua exegese nos introduz hoje na leitura do terceiro discurso de Jesus que agrupa sete parábolas, que são as lições que Jesus nos ensina e que todos devemos aprender didaticamente a pedagogia do Reino de Deus. Claras e simples as parábolas argumentam o dia a dia de todos os que querem seguir Jesus. Por isso Jesus hoje nos apresenta a Parábola da Palavra de Deus que é semeada no coração humano. Encontrará a Palavra Divina um coração disposto a acolhê-la? Como nós nos portamos diante da Palavra de Deus? Nós somos corações que são como terra boa ou fértil para acolher a Palavra de Deus? Que Deus nos ajude a podermos cantar com grande entusiasmo o que o salmist...

Reze o Salmo 58 para confiar na justiça de Deus

Reze o Salmo 58 para confiar na justiça de Deus. Em momentos em que nos sentimos impotentes diante da injustiça ou da maldade, o Salmo 58 nos convida a colocar nossa confiança em Deus, o único Juiz verdadeiro. O mundo nem sempre é justo. Muitas vezes, vemos pessoas arrogantes, corruptas ou maldosas prosperarem, enquanto os justos e humildes sofrem as consequências de ações alheias. Diante desse cenário, a nossa reação natural pode ser a indignação, o desespero ou a vontade de fazer justiça com as próprias mãos. É justamente nesses momentos que rezar com os salmos se torna um refúgio poderoso. Salmos: o grito da alma O Salmo 58 é um salmo de lamentação e de apelo à justiça divina. O salmista, em um momento de angústia, clama contra aqueles que decidem injustamente e que se desviam do caminho do bem. Ele expressa a frustração de quem se sente impotente diante de juízes ou poderosos que ignoram a retidão. Mas, ao contrário de outros gritos que buscariam apenas vingança, este salmo termina...

Como vencer o desespero

  Como você lida com o desespero? Existem momentos na vida em que o horizonte parece desaparecer e o peso dos dias torna-se quase insuportável. Como reencontrar a luz quando o desespero parece ter a última palavra? O desespero não é apenas uma tristeza passageira; é uma sensação de estar "encurralado" pela própria dor, onde a esperança parece ter perdido o seu significado. Pode surgir por conta de uma perda, de um fracasso profissional, de uma doença ou, simplesmente, do vazio que a rotina pode, por vezes, instalar em nossos corações. Um guia espiritual, ao abordar o desespero, não oferece soluções mágicas, mas convida a um percurso de reconstrução interior. Aqui estão alguns passos fundamentais para enfrentar esse estado e reencontrar a paz: 1 Acolha a sua vulnerabilidade O primeiro passo para superar o desespero é parar de lutar contra o fato de que você está sofrendo. Muitas vezes, tentamos esconder nossa fragilidade atrás de uma máscara de força, o que apenas aume...