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QUINTA FEIRA SANTA, A.

    “A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou” (cf. Gl 6,14).               O Tríduo Pascal é inaugurado com a celebração desta noite. Celebramos nesta noite um “adeus”: a despedida de alguém que vai voltar para o Pai, mas que concomitantemente, deixa uma profunda nostalgia, sobretudo por causa do modo como essa despedida será levada a efeito, na noite seguinte.   Assim, esta celebração está envolvida de um mistério de alegria, de júbilo, de encamentamento, principalmente quando cantamos o Glória, o Hino de Louvor, ao som dos sinos manifestando a grandeza da misericórdia de Deus. Mas é uma alegria em tom menor, misturada com lágrimas e lamentos, uma alegria reticente, uma alegria inibida. É a única celebração litúrgica do ano em que se entoa o glória e não se canta o Aleluia! Isso porque esta liturgia reflete bem o e...
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MISSA DO CRISMA

  MISSA DO CRISMA   “ Jesus Cristo fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele glória e poder pelos séculos dos séculos. Amém !” (At 1,16)   Meus irmãos e minhas irmãs, A Missa do Crisma deve ser celebrada, preferencialmente, na Quinta-feira Santa na Igreja Catedral, Sé de toda a Igreja Particular. Por isso, Senhor Arcebispo Metropolitano e os sacerdotes concelebram na Sé Catedral Metropolitana. Constituídos, na última Ceia, “servos do Mistério”, realizam eles a unidade do seu sacerdócio no único grande Sacerdote, Jesus Cristo. Nesta Santa Eucaristia manifesta-se o mistério do sacerdócio de Jesus Cristo, participado pelos ministros constituídos em cada Igreja local, que renovam hoje seu compromisso ao serviço do povo de Deus. O Arcebispo Metropolitano, acompanhado de seus bispos auxiliares, devidamente cercado pelos outros sacerdotes, primeiros e fundamentais colaboradores da ordem episcopal, abençoa os Santos Óleos, que serão usados nos divers...

Alegria Pascal

  O que é alegria pascal? Podemos estar bem familiarizados com as práticas e devoções da Quaresma: como renunciar a algo, abster-se de carne ou rezar as Estações da Cruz. No entanto, pode ser mais difícil conhecer as maneiras de viver bem o tempo da Páscoa. No Prefácio da Oração Eucarística de cada Missa durante a temporada da Páscoa ouvimos: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, mas sobretudo nesta noite neste dia ou neste tempo” em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo. Morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, deu-nos a vida. Transbordando de alegria pascal, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos para celebrar a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz…” O que é “alegria pascal” e como louvamos o Senhor “mais gloriosamente” na temporada da Páscoa? É irracional esperar que alguém consiga se tornar feliz de repente, muito menos que fique feliz du...

RAINHA DOS MÁRTIRES SERMÃO DAS SETE DORES DE MARIA - 2026

  RAINHA DOS MÁRTIRES SERMÃO DAS SETE DORES DE MARIA - 2026 Padre Wagner Augusto Portugal   INTRODUÇÃO   Um dos títulos mais expressivos dados à Virgem Maria é o de Rainha dos Mártires. Ele enseja reflexões profundas sobre a obra redentora de Cristo e a co-participação de Maria na mesma. Além disto, as lições da Senhora das Dores são valiosíssimas. Santo Isidoro assevera que os mártires são testemunhas “porque sofreram para dar testemunho de Cristo e lutarem até à morte pela verdade” 1 . Segundo a teologia, o martírio inclui a morte ou padecimentos mortais que assemelham aquele que padece a Jesus Cristo, uma vez que o móvel de tal sofrimento é sobrenatural. O amor a Deus é a essência daquela atitude. Grandes as tribulações que suportou Maria. A ela a Liturgia aplica as palavras de Jeremias: “A quem te compararei, ou a quem te assemelharei, ó filha de Jerusalém? A quem te igualarei, ó virgem, filha de Sião? É grande como o mar a tua tribulação; quem poderá ...