“Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia!” (Cf. Sl. 65, 1s). Celebramos neste terceiro Domingo da Páscoa o “Querigma”. A Primeira Leitura de hoje (At 2,14.22-33) nos apresenta o “protótipo” da pregação apostólica ou o “querigma”, a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Suprimida a introdução, At. 2,1-21, por ser a leitura de Pentecostes, a leitura inicia com o v. 22, anunciando que o profeta rejeitado ressuscitou, cumprindo as Escrituras. Não se trata de ver aí um cumprimento “ao pé da letra”, mas de reconhecer nos escritos antigos a maneira de agir de Deus, que se realiza plenamente em Jesus Cristo. O importante neste querigma é o anúncio da Ressurreição como sinal de que Deus homologou a obra de Jesus lhe deu razão contra todo o mundo. Na primeira leitura ressalta-se que Jesus passou pelo mundo realizando gestos que testemunhavam a dinâmica de Deus e a sua proposta de salvação para os homens (At 2, 22); ...
Neste Tempo Pascal, gostaria de tratar acerca do tema: Deus pede a cada um o impossível que mais convém à sua alma. Se há algo de curioso nos pontos em comum dos vários chamamentos de Deus na Bíblia e na vida dos santos é, sem dúvida, o “abraço no impossível”. Parece fazer parte da pedagogia do Deus dos impossíveis exigir daquele que Ele chama esse abraço radical, que levará a dois dos fundamentos básicos para o “sim” à vontade de Deus: um esvaziamento total e radical de si mesmo e, ao mesmo tempo, a entrega confiante à vontade de Deus. Quem foram os grandes eleitos de Deus na Bíblia? Quais as características de personalidade? Como se deu, com cada um, esse tão imensamente difícil e libertador “abraço no impossível”? “Deixa! Deixa!” Foi esta a primeira palavra que Deus disse a Abrão. Deixa! O que Deus pedia para o caldeu Abrão deixar? Basicamente, a mesma coisa que Jesus pediria aos seus, séculos mais tarde: terra, família, a casa do pai. O Deus dos impossíveis pedia a Abrão...