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O Verdadeiro Papel dos Avós na Vida dos Netos

         Qual é o papel dos avós na criação dos netos, sem substituir os pais? Como deve ser o papel dos avós na criação dos netos? Aqui apresentamos algumas diretrizes para educar com amor, presença e ternura, respeitando os pais. Todos sabemos que os avós são um pilar afetivo importante para os netos, mas é preciso respeitar os pais, que são quem está no comando da criação de seus filhos. É por isso que os avós não devem carregar um papel que não lhes corresponde. Compartilharemos como eles podem contribuir na criação dos netos, sem que os pais sobrecarreguem os avós e sem que os avós queiram implementar um tipo de educação diferente daquela que os pais das crianças estabeleceram.

Os avós como fonte de amor incondicional

É indiscutível que os avós trazem um valor emocional importante para os netos e que esse amor é incondicional; por isso, oferecem seu tempo e sua paciência a cada um deles, de tal forma que favorecem um vínculo afetivo com a criança, fortalecendo sua segurança e seu desenvolvimento integral.

O carinho nunca estraga uma criança; o que a fortalece é saber-se amada. Assim, se a criança sabe que conta com o carinho de seus avós, isso favorece sua autoestima durante o crescimento. Por essa razão, é importante que, como pais, vocês promovam e incentivem a convivência com os avós.

Acompanhar sem substituir: um equilíbrio necessário

Agora, é importante compreender o limite saudável do papel dos avós, já que eles não devem “criar de novo”, mas sim acompanhar. Dessa forma, eles podem apoiar no cuidado das crianças, mas não substituir o papel de pai ou mãe, pois estes são a figura principal e de autoridade diante de qualquer decisão importante sobre os filhos.

Como pais, pode-se correr o risco de delegar completamente a criação aos avós, causando esgotamento e confusão de papéis, tanto nos avós quanto nas crianças.

Como deve ser o tempo com os avós?

O ideal é que avós e netos passem tempo juntos de maneira ocasional. Portanto, quando estiverem juntos, entende-se que, em certas ocasiões, os avós podem chegar a “mimar com carinho”, não no sentido negativo, mas enchendo-os de amor, histórias e risadas. Contudo, há outra vertente na qual os avós podem cair: a que leva a comportamentos um tanto prejudiciais, pois pode haver um excesso de complacência, permitindo que as crianças abusem de açúcar, televisão etc. Assim, estas são algumas recomendações que podem ser seguidas:

1 – Acordos entre pais e avós

Dialogar entre pais e avós é essencial, especialmente se os netos passam a tarde com eles um ou vários dias por semana. Dessa maneira, a comunicação é fundamental para que os acordos estabelecidos não sejam ignorados e para que todos possam respeitar e compartilhar ideias.

2 – Evitar contradições na frente das crianças

Este ponto é de suma importância, pois, uma vez estabelecidos os acordos entre pais e avós, eles não devem ser quebrados e, muito menos, contraditos na frente das crianças, já que isso pode gerar confusão e mal-estar em toda a família.

3 – O cuidado com as palavras

Os pais devem falar de maneira propositiva com os avós, para que possam ensinar aos netos aspectos saudáveis. Se os avós oferecerem excesso de açúcar, os pais podem conversar com eles e pedir que preparem algum prato saudável juntos, favorecendo a convivência e a comunicação.

4 – A rede familiar é um vínculo que deve ser preservado

Quando cada membro ocupa o seu lugar, a família floresce. Portanto, os avós não substituem os pais, mas sustentam a infância com uma ternura que deixa marcas para toda a vida.

 

Padre Wagner Augusto Portugal.

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