Pular para o conteúdo principal

18º - DOMINGO DO TEMPO COMUM

 


18º - DOMINGO DO TEMPO COMUM

“Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador, Senhor, não tardeis mais” (cf. Sl. 69,2.6).

Meus irmãos, Jesus nos convida hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário, nesta nossa peregrinação rumo ao Reino das Bem-Aventuranças.

A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não tem dinheiro para comprar. Faz-nos entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães segundo o Evangelho hodierno (Mt. 14,13-21). O profeta Isaías convida os exilados a cumprirem um novo êxodo, deixando a terra da escravidão e dirigindo-se ao encontro da terra da liberdade – a Jerusalém nova que Deus vai reconstruir para o seu Povo. Aí, Judá redescobrirá o Deus libertador, que derrama sobre o seu Povo – gratuita e abundantemente – a justiça, a prosperidade, a abundância, a paz sem fim. O profeta representa esse quadro de salvação através da imagem de um “banquete”: em Jerusalém, à volta da mesa de Deus, esse Povo sofredor, desolado, carente, faminto, encontrará trigo, “vinho”, “leite” e “manjares suculentos” (vers. 1).

Depois de mais de quarenta anos de Exílio, deixando a relativa segurança da Babilônia, não será fácil o recomeço que exige enfrentar uma terra devastada e começar tudo de novo. Muitos exilados, correspondendo às palavras do profeta Jeremias (cf. Jr 29), construíram as suas casas, refizeram as suas vidas, lançaram as suas raízes no solo babilônico e consolidaram existências tranquilas e cômodas. A referência ao gastar “o dinheiro naquilo que não alimenta” e “o trabalho naquilo que não sacia” parece dizer respeito ao fato de muitos exilados pretenderem continuar na Babilônia, em lugar de arriscarem o regresso a uma terra desolada e, aparentemente, sem futuro (cf. Jr 29, 2). O profeta adverte: é preciso ter a coragem de arriscar, de se desinstalar, de partir ao encontro do sonho. Àqueles que forem capazes de sair dos seus esquemas para abrirem o coração ao seu dom, Deus vai oferecer, de forma gratuita e incondicional, a vida em abundância, a felicidade infinita. Mais: a esses que estão dispostos a deixar as suas certezas e seguranças para partir ao encontro do seu chamamento, Deus oferecerá uma aliança eterna (cf. Jr 29, 3), que nada nem ninguém poderão romper. Quem aceitar esse dom que Deus oferece encontrará aí a água que mata a sua sede de vida e o alimento que sacia a sua fome de felicidade. Viverá uma relação nova com Deus e integrará, em definitivo, a comunidade do Povo de Deus.

A primeira leitura revela o “coração” de Deus: o seu amor, o seu cuidado, a sua preocupação com a situação de um Povo atolado na miséria, no sofrimento, na desolação. Deus não fica, nunca, indiferente à sorte dos seus filhos; mas está continuamente atento às suas necessidades, à sua fome de vida, à sua sede de felicidade. Os batizados podem estar seguros de que, à mesa desse banquete onde Deus os reúne, encontram o alimento que os sacia, a mão que os apoia, a palavra que lhes dá ânimo, o coração que os ama. A primeira leitura nos ensina a descobrir este Deus providente, amoroso e dedicado e a colocar toda a nossa existência nas suas mãos e a sermos, também, testemunhas deste Deus no meio dos nossos irmãos: os pobres, os famintos, os desesperados têm de encontrar nos nossos gestos e palavras esse “coração” amoroso de Deus que os apoia, que lhes dá esperança, que os ajuda a recuperar a dignidade e o gosto pela vida, que lhes mata a fome e a sede de justiça, de fraternidade, de amor e de paz.

Muitas vezes, nós os homens e as mulheres, escolhemos caminhos de egoísmo e de autossuficiência, à margem do “banquete” de Deus. Por isso o profeta faz um veemente apelo a não gastar o dinheiro naquilo que não alimenta e o trabalho naquilo que não sacia. Corresponde a um convite a não nos deixarmos seduzir por falsas miragens de felicidade (os bens materiais, a ilusão do poder, os aplausos e a consideração dos outros homens) e a não gastarmos a vida a beber em fontes que não matam a nossa sede de vida plena e verdadeira.

Para acolher os dons que Deus oferece, é preciso desinstalar-se, abandonar os esquemas de comodismo e de preguiça que impedem que no coração haja lugar para a novidade de Deus e para os desafios que ele lança.

Irmãos Caríssimos, Chegamos hoje no centro do “discurso eclesial” pronunciado por Nosso Senhor Jesus Cristo (Evangelho de Mateus 14,13-21). Jesus reparte o pão entre os seus. Essa seria uma missão fundamental da Santa Igreja Católica, como tão bem vem demonstrado a ação evangelizadora da Igreja no Brasil, desde que lançou o Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome que nos inspira permanentemente a repartir o pão nosso de cada dia, particularmente, entre os excluídos da sociedade individualista dos dias atuais.

O pão e a carne eram os alimentos comuns do povo e da região de Jesus. Eram o nosso arroz com feijão, feito de tantas maneiras e com tanto carinho pelas mães e cozinheiras deste abençoado País.

Naquel tempo a maioria do povo comia pão de cevada. O pão de trigo era luxo. Os pães eram grandes, achatados e quase sempre com um buraco ao centro, que permitia pendurá-los em varas, como se penduram, no Sul do Brasil, as roscas de polvilho.

Ao escolher o pão como matéria do sacramental central do Novo Testamento, Jesus escolheu o alimento mais comum e encontradiço entre o povo. Mas também o alimento mais rico de significados sociais e espirituais. “Comer o pão com alguém” significava fazer com ele uma aliança. Daí a exclamação de um convidado a um banquete, numa parábola de Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus”, isto é, feliz aquele que participar da aliança com Deus, de amizade, da intimidade de Deus!

Antes da última Ceia, Jesus se dissera o “pão descido do céu”, o “pão da vida” e ensinara os seus Apóstolos a pedir o pão a Deus, isto é, pedir-lhe o sustento do corpo e do espírito, pedir-lhe a amizade e a presença benfazeja.

Jesus dá a razão para a partilha. “Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e recitou a bênção” (cf. Mt 14,19). A “bênção” é uma fórmula de ação de graças, na qual se agradece a Deus pelos seus dons. Isso significa, em concreto, reconhecer que algo que se possui é um dom recebido de Deus. Deus não é o Pai de todos, que se preocupa com todos e que a todos ama da mesma forma? Portanto, “pronunciar a bênção” é reconhecer que determinado dom veio de Deus e que pertence a todos os filhos de Deus. Aquele que recebeu esse dom não é o seu dono; mas é apenas um administrador a quem Deus confiou determinado dom, para que o pusesse ao serviço dos irmãos com a mesma gratuidade com que o recebeu. À comunidade do Reino é proposto que aprenda a considerar os bens postos à sua disposição como dons de Deus Pai, colocando-os livremente ao serviço de todos. Jesus é aqui apresentado como o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do seu Povo e oferecer-lhe a vida em abundância. Como é que Ele o faz? Criando a comunidade do Reino – isto é, uma comunidade de homens novos, que reconhecem que tudo o que têm é um dom de Deus, destinado a ser partilhado com os outros irmãos.

Deus não cansa em oferecer a todos os homens a vida em abundância. Ele convida todos os homens para o “banquete” do Reino. Aos desclassificados e proscritos que vivem à margem da vida e da história, aos que têm fome de amor e de justiça, aos que vivem atolados no desespero, aos que têm permanentemente os olhos toldados por lágrimas de tristeza, aos que o mundo condena e marginaliza, aos que não têm pão na mesa nem paz no coração, Deus diz: “quero oferecer-te essa plenitude de vida que os homens teus irmãos te negam. Tu também estás convidado para a mesa do Reino”.

“Cinco pães e dois peixes” significam totalidade (“sete”): é na partilha da totalidade do que se tem que se responde à carência dos irmãos. É uma totalidade fracionada e diversificada, mas que, posta ao serviço dos irmãos, sacia a fome do mundo. A comunidade do Reino é, portanto, não só uma comunidade que se sente responsável pela fome dos irmãos, mas também uma comunidade de coração aberto, disposta a repartir tudo o que tem. É uma comunidade que venceu a escravidão do egoísmo, para fazer a experiência da partilha que sacia e que torna todos os homens irmãos.

A nossa responsabilidade de seguidores de Jesus nos compromete com a “fome” do mundo. Nenhum cristão pode “lavar as mãos” quando se gastam em armas e extravagâncias recursos que deviam estar ao serviço da saúde, da educação, da habitação, da construção de redes de saneamento básico. É preciso criarmos a consciência de que os bens criados por Deus pertencem a todos os homens e não a um grupo restrito de privilegiados. O Concílio Ecumênico Vaticano II afirma: “Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos (…). Sejam quais forem as formas de propriedade, conforme as legítimas instituições dos povos e segundo as diferentes e mutáveis circunstâncias, deve-se sempre atender a este destino universal dos bens. Por esta razão, quem usa desses bens temporais, não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si, mas também os outros. De resto, todos têm o direito de ter uma parte de bens suficientes para si e suas famílias” (Gaudium et Spes, 69).

Os bens que Deus colocou à disposição dos seus filhos não podem ser açambarcados por alguns; pertencem a todos os homens e devem ser postos ao serviço de todos. É preciso quebrar a lógica do capitalismo, a lógica egoísta do lucro (mesmo quando ela reparte alguns trocos pelos miseráveis para aliviar a consciência dos exploradores), e substitui-la pela lógica do dom, da partilha, do amor. Sem isto, nenhuma mudança social criará, de verdade, um mundo mais justo e mais fraterno.

O Evangelho de hoje (cf. Mt 14,13-21) tem um eminente conteúdo eucarístico. Por isso basta as palavras “ergueu os olhos ao céu e recitou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos” levam-nos à fórmula que usamos sempre que celebramos a Eucaristia. Na verdade, sentar-se à mesa com Jesus e receber o pão que Ele oferece (Eucaristia) é comprometer-se com a dinâmica do Reino e é assumir a lógica da partilha, do amor, do serviço.

Celebrar a Eucaristia obriga-nos a lutar contra as desigualdades, os sistemas de exploração, os esquemas de açambarcamento dos bens, os esbanjamentos, a procura de bens supérfluos. Quando celebramos a Eucaristia e nos comprometemos com uma lógica de partilha e de dom, estamos a tornar Jesus presente no mundo e a fazer com que o Reino seja uma realidade viva na história dos homens.

Meus irmãos, Na Segunda Leitura, Romanos 8,35.37-39, a exposição sobre a salvação pela graça de Deus e a fé em Jesus Cristo é evidenciada. Paulo termina sua exposição com uma efusiva proclamação de fé e confiança na obra de Deus em Jesus Cristo. Se Deus é conosco quem será contra nós? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo?

A liturgia de hoje nos convida a ler no sinal do pão uma revelação da compaixão, do termo amor de Deus para conosco, que se revelou piedosamente no dom de seu Filho, do qual o pão também se tornou o sinal sacramental.

“Se Deus é por nós, quem será contra nós”? – pergunta São Paulo no início da perícope (Rm 8,31). A verdade é que nada pode derrotar aquele que é objeto do amor imenso e imortal de Deus – amor manifestado nesse movimento que levou Cristo até à entrega total da vida para nos colocar na rota da salvação e da vida plena. O batizado tem de estar certo de que Deus o ama e que lhe reserva a vida em plenitude, a felicidade total, a comunhão plena com Ele. Dessa forma, pode escolher, com tranquilidade e serenidade o caminho de Jesus – caminho de dom, de entrega da vida, de amor até às últimas consequências. Pode, como Jesus, lutar objetivamente contra o egoísmo, a injustiça, a opressão, o pecado; pode gastar a vida nessa luta, sem temer o aniquilamento ou o fracasso; pode enfrentar a perseguição, a angústia, os perigos, as armadilhas montadas pelos homens, com a certeza de que nada o pode vencer ou destruir. E, no final do caminho, espera-o essa vida plena de felicidade sem fim, que Deus oferece àqueles que aceitam a sua proposta de amor e caminham nela. Nos dois últimos versículos do texto que nos é proposto (Rm 8,38-39), São Paulo enumera uma série de forças que, na época, se julgavam mais ou menos hostis ao homem. Não devemos, contudo, tomar essas expressões como uma descrição detalhada daquilo que, para Paulo, era o mundo sobrenatural. Devemos ver nessa lista, apenas uma forma retórica de sugerir que nada – nem sequer esses poderes que os antigos acreditavam que hostilizavam o homem – será capaz de separar o cristão do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo.

Deus nos ama com um amor profundo, total, radical, que nada nem ninguém consegue apagar ou eliminar. Esse amor veio ao nosso encontro em Jesus Cristo, atingiu a nossa existência e transformou-a, nos capacitando para caminharmos ao encontro da vida eterna. Ora, antes de mais, é esta descoberta que São Paulo nos convida a fazer. Nos momentos de crise, de desilusão, de perseguição, de orfandade, quando parece que o mundo está todo contra nós e que não entende a nossa luta e o nosso compromisso, a Palavra de Deus grita: “não tenhais medo; Deus ama-vos”.

Descobrir esse amor nós dá a coragem necessária para enfrentar a vida com serenidade, com tranquilidade e com o coração cheio de paz. O batizado é aquele homem ou mulher que não tem medo de nada porque está consciente de que Deus o ama e que lhe oferece, aconteça o que acontecer, a vida em plenitude. Pode, portanto, entregar a sua vida como dom, correr riscos na luta pela paz e pela justiça, enfrentar os poderes da opressão e da morte, porque confia no Deus que o ama e que o salva.

Prezados irmãos, Muitas vezes se cultiva a imagem de que Deus prefere alguns, por serem cumpridores de preceitos, e exclui outros, por não corresponderem aos cânones da religião. Contrariamente a isso, a lógica divina se apresenta como uma proposta para todas as pessoas.

As leituras deste domingo, por meio do cenário da comensalidade, demonstram que Deus acolhe a todos para a comunhão de amor e deseja que todos dela participem. A primeira leitura constitui um convite à comunhão com Deus no banquete preparado por ele. No Evangelho, Jesus realiza essa comunhão na acolhida do dom oferecido e na partilha dos pães e dos peixes para que os discípulos os distribuam. A segunda leitura declara que a comunhão com o amor de Deus não se perde por nada e que essa é nossa vitória.

Portanto, a celebração da Eucaristia não pode servir para promover exclusões pastorais e favorecer ferramentas de acusação. Ela é o sacramento de comunhão, e Deus deseja a comunhão com todas as pessoas. Nossa liturgia se torna mais eficaz quando nos comprometemos com a vivência do que celebramos, com a acolhida de todas as pessoas nesse banquete de Deus e com a partilha solidária dos dons recebidos.

A liturgia deste domingo nos apresenta o grande convite de Deus: sentar-nos à mesa que ele nos preparou. Nessa mesa, o Senhor oferece o alimento que sacia nossas fomes mais profundas: fome de vida, de sentido, de felicidade e de eternidade. Tudo é dom, tudo é graça. Cabe a nós acolher esse amor, deixarmo-nos nutrir por ele e, por ele transformados, tornarmos-nos também pão partilhado para a vida do mundo.

Irmãos, Que todos nós saibamos partilhar o pão, como partilhamos a nossa fé, que é comunitária. Absolutamente nada impede que Deus nos ame, a não ser que nós também não amemos. Amor é partilha. Partilha é acolhimento, é estar com, é fazer refeição com o irmão.

Que este imenso país continental, tão rico de comida, mas tão pobre de partilha, seja evangelizado para que o pobre tenha comida, e, mais do que comida, dignidade para que todos aprendam a repartir os dons, e os bens, a exemplo de Jesus que todos os dias é oferecido em favor de nossas vidas e de nossa salvação.

Padre Wagner Augusto Portugal.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deus Pensa em Você

Deus está sempre pensando em você e amando você! Às vezes, podemos cair na crença de que Deus não se importa conosco e está ausente em nossas vidas, quando, na verdade, Ele está sempre pensando em nós. Durante nossas horas mais sombrias, é comum acharmos que Deus não nos ama ou que, de alguma forma, nos abandonou em nossa miséria. É justamente nesses momentos que precisamos ser lembrados do amor constante de Deus por nós e de como Ele está sempre atento a cada um de nós. Estamos em seus braços neste exato momento. São João Eudes, sacerdote do século XVII conhecido por promover a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, refletiu sobre essa realidade em um texto incluído no livro Meditações sobre diversos assuntos. Ele se concentra, em particular, no fato de que Deus pensa em nós a cada instante de nossa vida: “Desde o momento da minha criação até agora, Ele me carregou em seus braços, em seu seio e em seu Coração, com mais cuidado e amor do que uma mãe carrega seu filho, e não...

Tio Antônio Machado Rocha

  Tio Antônio Machado Rocha. Nascido em Campo do Meio, MG, em 04 de janeiro de 1945. Falecido em Campo do Meio, MG, em 26 de janeiro de 2026.             A semana iniciou-se mais triste com o repentino falecimento nas primeiras horas de hoje, dia 26 de janeiro de 2026, em Campo do Meio, MG, do querido Tio Antônio Machado Rocha. Ele nasceu em 04 de janeiro de 1945.           Do seu matrimônio com a irmã de minha mãe, Tia Vanda Inês Viana Rocha, em 30 de julho de 1972 na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Campo do Meio, MG, nasceram quatro filhos: Sheila, Cleiton Alexandre, Gleib e Luiz Ricardo.           Servidor público municipal dedicado passou a sua vida centrado em três pilares: sua família, sua fé católica firme e o trabalho dedicado como calceteiro do Município de Campo do Meio.        ...

15º. Domingo do Tempo Comum, A

 “Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória”(cf. Sl.16,15). Meus irmãos e minhas irmãs, A Sagrada Liturgia nos levou, nos domingos precedentes, a reflexão do primeiro discurso de Jesus que foi o Sermão da Montanha e do seu segundo discurso que foi o Sermão Missionário. Mateus na sua exegese nos introduz hoje na leitura do terceiro discurso de Jesus que agrupa sete parábolas, que são as lições que Jesus nos ensina e que todos devemos aprender didaticamente a pedagogia do Reino de Deus. Claras e simples as parábolas argumentam o dia a dia de todos os que querem seguir Jesus. Por isso Jesus hoje nos apresenta a Parábola da Palavra de Deus que é semeada no coração humano. Encontrará a Palavra Divina um coração disposto a acolhê-la? Como nós nos portamos diante da Palavra de Deus? Nós somos corações que são como terra boa ou fértil para acolher a Palavra de Deus? Que Deus nos ajude a podermos cantar com grande entusiasmo o que o salmist...