EXSULTEMUS ET LÆTEMUR. DIES ISTE DIES EST LÆTITIÆ !
ALLELUIA ! RESURREXIT DOMINUS!
Este é o Dia que o Senhor fez para nós!
Alegremo-nos e Nele Exultemos!
Aleluia! O Senhor Ressuscitou!
“Na verdade, o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pelos séculos eternos!”(Lc 24,34; Ap 1,6)
Meus queridos irmãos,
Celebramos neste dia santo a vida plena! A vida venceu a morte! A ressurreição de Cristo suscita nos seus discípulos a consciência de que ele vive e não foi abandonado pelo Pai, mas confirmado na vida e confirmado também na obra que levou a termo. Hoje, Deus dá abertamente razão a Jesus. “Deus o ressuscitou no terceiro dia e tornou-o manifesto...”(cf. At 10,40, conforme a Primeira Leitura desta Eucaristia). Hoje congratulamos Cristo, porque Deus mostrou que Ele estava certo naquilo que fez!
Páscoa é Ressurreição. Ressurreição é a verdade fundamental da nossa fé católica, apostólica e romana. Nós os cristãos somos conclamados a crer com os olhos da fé e a dar testemunho da Ressurreição de Jesus. Isso porque na Ressurreição de Jesus está contida a nossa ressurreição. Ele morreu por amor e por amor inaudito ressuscitou para nos salvar, para nos elevar a condição de filhos e filhas de Deus.
Hoje ao celebrarmos a ressurreição de Jesus, afirmamos e celebramos tanto a ressurreição de Jesus quanto a nossa ressurreição. Ao ressurgir hoje dos mortos, Cristo uniu para sempre nosso destino ao seu destino divino e eterno. Saber, ter certeza absoluta de que não morreremos para sempre, é motivo de alegria, que expressamos nos solenes aleluias. Aleluia é a mais genuína expressão de contentamento, de júbilo, de alegria e de gratidão. De júbilo sem fim, porque nossa vida não termina na morte. Da morte nasceu a vida e da vida de Jesus nasce a nossa vida eterna.
A Páscoa é a festa central de nossa fé. Deus nos deu o maior de todos os tesouros, um tesouro que nem a traça corrói: uma vida sem fim com Ele, com Cristo.
Vamos encher nossos corações e nossos semblantes de entusiasmo cristão: hoje é o dia santo em que Deus nos garante a vida eterna, a vida com ele, indestrutível!
Como Cristo ressuscitou e vive para sempre, também nós ressuscitaremos nele e viveremos para sempre. Esta é uma verdade da nossa fé, que professamos no Símbolo da Fé: “Creio na ressurreição da carne, creio na vida eterna!”.
Amados e Amadas,
Ninguém poderá nunca dizer que o corpo de Jesus foi roubado. Lá estavam as testemunhas de sua ressurreição. Uma das provas inequívocas da ressurreição de Jesus é o sepulcro vazio. João a descreve com pormenores e coloca-se a si mesmo como testemunha. Testemunha não só do sepulcro vazio, mas também de uma nova forma de existência de Jesus. João “viu e acreditou”. Podemos imaginar como os apóstolos estavam perturbados, preocupados e mesmo decepcionados. Agora se realiza a grande promessa. Agora eles compreendem que Jesus “devia ressuscitar dos mortos”. A partir de agora, reforçados por outras provas, os apóstolos se tornaram as “testemunhas da ressurreição de Jesus”. E fez desse testemunho sua grande missão.
Ser testemunha de Cristo Ressuscitado é uma missão de todos os batizados. Todos nós devemos ser testemunhas da ressurreição de cristo. A testemunha perfeita é aquela que é capaz de dar a vida pelo Cristo ressuscitado; ou aquela que pauta de tal maneira o seu comportamento sobre Jesus, que todos podem dizer: É um outro Cristo vivo!
Irmãos e Irmãs,
Acreditar, ou melhor, crer na ressurreição de Cristo é uma manifestação e demonstração de AMOR. Amor que vem da primeira testemunha, a pecadora convertida Maria Madalena. Madalena é o símbolo de todos os homens e mulheres, pecadores e contingentes, que arrependidos deixam a vida desgraçada do pecado para seguir o Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Ressuscitado, o Redentor.
Outra demonstração de amor e de fé foi de JOÃO, o discípulo amado, aquele que foi fiel até o fim na Cruz e é agora a testemunha ocular da ressurreição. Quem verdadeiramente ama tem facilidade para crer. João viu e creu. João viu os sinais da ressurreição. Como também nós hoje, nesta Sé Catedral Metropolitana, podemos ver os sinais, que são suficientes para quem ama. A partir da ressurreição de Cristo devemos nos guiar pelos sinais que Jesus fez e deixou, porque já não será visto em sua forma física. A partir da ressurreição, os sinais provocam a fé, e só pela fé é possível ver Jesus. A fé depende do tamanho do amor, e o amor se alimenta na fé pelo serviço, pela misericórdia, pela acolhida do diferente e pela misericórdia. Em tudo amar e servir.
Jesus, tendo amado os seus, amou-os até o fim! (cf. Jo. 13,1). Por amor estamos hoje celebrando o amor perfeito e acabado, o Cristo Ressuscitado.
Caros irmãos,
A Primeira Leitura – At 10,34a.37-43 – mostra que a ressurreição de Jesus é a consequência de uma vida gasta a “fazer o bem e a libertar os oprimidos”. Isso significa que, sempre que alguém – na linha de Jesus – se esforça por vencer o egoísmo, a mentira, a injustiça e por fazer triunfar o amor, está a ressuscitar; significa que, sempre que alguém – na linha de Jesus – se dá aos outros e manifesta, em gestos concretos, a sua entrega aos irmãos, está a construir vida nova e plena. A ressurreição de Jesus significa, também que o medo, a morte, o sofrimento, a injustiça, deixam de ter poder sobre o homem que ama, que se dá, que partilha a vida. Ele tem assegurada a vida plena – essa vida que os poderes do mundo não podem destruir, atingir ou restringir. Ele pode, assim, enfrentar o mundo com a serenidade que lhe vem da fé. Aos discípulos pede-se que sejam as testemunhas da ressurreição. Nós não vimos o sepulcro vazio; mas fazemos, todos os dias, a experiência do Senhor ressuscitado, que está vivo e que caminha ao nosso lado nos caminhos da história. A nossa missão é testemunhar essa realidade; no entanto, o nosso testemunho será oco e vazio se o nosso testemunho não for comprovado pelo amor e pela doação (as marcas da vida nova de Jesus).
Prezados irmãos,
A segunda leitura – Cl 3,1-4 – São Paulo apresenta, como ponto de partida e base da vida cristã, a união com Cristo ressuscitado, na qual o cristão é introduzido pelo batismo. Ao ser batizado, o fiel católico morreu para o pecado e renasceu para uma vida nova, que terá a sua manifestação gloriosa quando ultrapassarmos, pela morte, as fronteiras da nossa vida terrena. Enquanto caminhamos ao encontro desse objetivo último, a nossa vida tem de tender para Cristo. Somos convidados a nos despojar do “homem velho” por um processo de conversão que nunca está acabado, e o revestirmo-nos – cada dia mais profundamente – da imagem de Cristo, de forma a que nos identifiquemos com Ele pelo amor e pela entrega da vida. No texto desta segunda leitura está bem presente a ideia de que temos que viver com os pés na terra, mas com a mente e o coração no céu: é lá que estão os bens eternos e a nossa meta definitiva (“afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra”). Daqui resulta um conjunto de exigências práticas que Paulo vai enumerar, de forma bem concreta, nos versículos seguintes (cf. Col 3,5-4,1). O batismo nos configura numa dinâmica de comunhão com Cristo ressuscitado.
Caros irmãos,
O Evangelho desta solenidade(Jo 20, 1-9) nos demonstra que lógica humana vai na linha da figura representada por São Pedro: o amor partilhado até à morte, o serviço simples e sem pretensões, a entrega da vida, só conduzem ao fracasso e não são um caminho sólido e consistente para chegar ao êxito, ao triunfo, à glória; da cruz, do amor radical, da doação de si, não pode resultar realização, felicidade, vida plena. A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a vida total, a transfiguração total da nossa realidade finita e das nossas capacidades limitadas passa pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências. Pela fé, pela esperança, pelo seguimento de Cristo e pelos sacramentos, a semente da ressurreição (o próprio Jesus) é depositada na realidade do homem/corpo. Revestidos de Cristo, somos nova criatura: estamos, portanto, a ressuscitar, até atingirmos a plenitude, a maturação plena, a vida total (quando ultrapassarmos a barreira da morte física). Aqui começa, pois, a nova humanidade. A figura de Pedro pode também representar, aqui, essa velha prudência dos responsáveis institucionais da Igreja, que os impede de ir à frente da caminhada do Povo de Deus, de arriscar, de aceitar os desafios, de aderir ao novo, ao desconcertante, ao incompreensível. O Evangelho de hoje sugere que é, precisamente aí que, tantas vezes, se revela o mistério de Deus e se encontram ecos de ressurreição e de vida nova.
Caros irmãos,
Jesus ressuscitou: a vida já não é a mesma. Maria Madalena se distingue pela sua coragem. Ela vai ao túmulo, mesmo no escuro. Seu amor a Jesus não permite que permaneça afastada. Procura entender o sentido da morte de Jesus. Não é acomodada nem derrotista. Vai ao encontro dos discípulos e lhes anuncia uma notícia inquietante: o túmulo está vazio. Sua ousadia na busca da verdade a levará ao encontro com Jesus ressuscitado. Pedro, apesar de sua boa vontade em seguir Jesus, ainda permanece na dúvida. O discípulo que Jesus amava é o mais rápido para “ver e crer”. Não precisou ver Jesus com os olhos da carne. Quem ama e se deixa amar por Jesus caminha na certeza de que ele está vivo.
A fé na ressurreição derruba barreiras. O encontro de Pedro com Cornélio corresponde à atitude das pessoas que amam a Deus acima dos preconceitos humanos. A fé em Jesus Cristo como Salvador do mundo derruba as barreiras de raças e de tradições culturais e religiosas que dividem as pessoas. Nada pode impedir o diálogo, a reconciliação, o respeito mútuo e a vivência do amor fraterno. O espaço privilegiado para essa vivência é a casa.
O que aconteceu na casa de Cornélio nos anima a fortalecer o modelo de Igreja presente nas comunidades eclesiais de base, bem como nos incentiva ao compromisso com o ecumenismo e com o diálogo inter-religioso.
A vida mergulhada em Jesus Cristo. Como aconteceu entre os cristãos colossenses, também hoje corremos o perigo de nos deixarmos arrastar por ideologias que contradizem o Evangelho. É importante cultivarmos a prática do discernimento, para assumir os valores que nos conservam na vontade de Deus e edificam nossa vida.
Professar a fé em Jesus Cristo implica viver dignamente, bem como respeitar a dignidade das demais pessoas e da natureza.
Amigos e Amigas,
Felizes sois vós queridos irmãos que vieram venerar o Senhor inerte no Esquife na Sexta-Feira Santa. Mais felizes sois vós, amados e amadas, pois contemplam hoje vida que brotou da morte do Justo. “Deus não é um Deus dos mortos, mas de vivos”(cf. Mt 22,32). Celebramos hoje o fato histórico da ressurreição do Senhor e esta verdade-esperança da nossa ressurreição. Queremos nos alegrar com estas verdades entrelaçadas, ambas jorrando vida. A Páscoa é a festa da vida. A seqüência da Missa de hoje nos diz poeticamente que a morte duelou com a vida na pessoa de Jesus; o Senhor da vida estava morto, mas ressuscitou, vivo e triunfante, como rei vitorioso. Está presente em nosso meio! E conosco caminhará até a eternidade!
Alegremos-nos pois, O Cristo que leva aos céus, caminha à frente dos seus! Ressuscitou, de verdade! A alegria deve ser a nota principal da sinfonia deste dia em que passou da morte para a vida, trilhando todos os caminhos do Ressuscitado. A alegria que é amor e fraternidade pelos mais necessitados, justamente aqueles aos quais Jesus deu a sua vida. O Cristo vitorioso do pecado e da morte anuncia a vida plena. POR ISSO QUEREMOS VER JESUS CAMINHO VERDADE E VIDA. O Significado desta festa é o amor. Amor verdadeiro como fonte de vida que passa pela cruz da renúncia de si mesmo. Onde há amor e a caridade Deus está. Assim, celebremos, pois, as coisas do Alto, a vida plena, sendo testemunhas do Senhor Ressuscitado, porque O SENHOR ESTEJA CONVOSCO: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!
Aleluia! Cristo Ressuscitou Verdadeiramente Aleluia!
Padre Wagner Augusto Portugal.
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