“A terra está repleta do amor de Deus; por sua Palavra
foram feitos os céus. Aleluia!” (Cf. Sl. 35,5s)
Meus
queridos irmãos,
Celebramos neste domingo a festa do
Bom Pastor. O Evangelho de hoje (cf. Jo 10,1-10) apresenta a cena campestre do
vaivém de pastores e ovelhas, mas também de assaltantes e ladrões, no redil
comunitário das aldeias da antiga Palestina. As autoridades judaicas não
entenderam essa parábola, pois só quem crê entende Cristo. Jesus Cristo é a
porta. Conduzidas através dele, as ovelhas encontrarão vida. Antes dele vieram
pessoas que entravam e saíam, não pela porta, mas por outro lugar: eram
assaltantes, conduziram as ovelhas para a perdição e a maldade, para lhes tirar
a vida. Aqui pouco importa quem sejam os
assaltantes. Jesus talvez poderia estar pensando que os assaltantes poderiam
ser os mestres judeus de seu tempo e isto é uma pista que não se deveria seguir
os mesmos. A mensagem principal é essa: só o caminho do Cristo é que conduz a
salvação e que dá a vida eterna.
Jesus Cristo é a Porta. E esta porta está situada na comunidade dos crentes, na comunidade dos fiéis. Na Comunidade que representa o Cristo, depois da ressurreição encontramos o que nos serve para sempre; teremos o mesmo acesso ao Pai que os apóstolos tiveram em Jesus. Jesus com a sua comunidade é a porta que dá acesso ao Pai.
Estimados irmãos,
A Festa do Bom Pastor é a festa da
ternura e da misericórdia de Deus pela humanidade. Jesus de Nazaré “comprou” as ovelhas com o preço de seu
sangue, as redimiu na cruz e lhes garantiu na Páscoa a vida eterna. Por isso a
festa de hoje sintetiza a misericórdia, o amor e a doação integral.
No tempo de Jesus três eram as
profissões rurais dos judeus: os plantadores de trigo, os pescadores e os
Pastores. Os Pastores estão presentes na noite de Natal. Jesus compara o povo a
ovelhas sem pastor e, também, compara a Igreja como um rebanho. E, mais do que
isso, Jesus se autoproclama o Bom Pastor. O Bom Pastor que conhece as suas
ovelhas, as chama pelo nome, as abençoa e as envia para a missão.
Jesus usa a alegoria da Porta para
se denominar. Os pastores costumavam construir nos campos um abrigo para a
noite. Era um cercado ou um curral, cercado por um pequeno muro de pedras, com
uma única porta e esta propositadamente estreita. Durante a noite vários
pastores levavam ao curral as suas ovelhas e um deles ficava como vigia a noite
toda. Pela manhãzinha, o pastor chamava as ovelhas pelo nome, elas saiam uma a
uma, sendo contadas depois de passar pela porta estreita e iam para o pasto se
fartar do que a natureza oferece de alimento aos animais.
Essa alegoria do curral se aplica
também as cidades de então. Jerusalém era cercada, pelas famosas muralhas de
Salomão e de Herodes. Entrava-se e saia-se da cidade somente pelo pórtico. A
porta sempre significou proteção, segurança. Era na porta da cidade que se
recebiam os que chegavam e se despediam os que partiam. A Porta sempre
significou o acolhimento, mais do que isso o carinho. Era à porta da cidade que
se faziam os negócios, que se comprava dos mascates e se vendia aos
estrangeiros em viagem. A Porta era a manifestação da graça e da proximidade.
Mas, por que Jesus se compara como a
porta? Isso para dizer que Ele é a única porta. Somente por ele se entra na
cidade de Deus, no Reino dos Céus. Somente na porta estreita que é o Cristo que
encontramos segurança e proteção. O Cristo nos acolhe sempre que a Ele recorremos.
No Cristo teremos a mais feliz e certa das possibilidades como dirá São Pedro
posteriormente: “Nele encontraremos as mais preciosas e ricas promessas e nos tornamos
participantes da natureza divina” (cf. 2Pd 1,4).
Jesus adverte aos fariseus e
escribas chamando-os provavelmente de ladrões e assaltantes porque se haviam
arrogado o direito de interpretar a lei divina, e a lei, em vez de ser um
roteiro de santificação e vida, se tornara uma carga de escravidão e de morte.
A lei, para os fariseus, já não significava segurança para ninguém, não tinha
mais a força de consolar e abrigar os corações angustiados do povo e não dava a
possibilidade de ver a Deus e buscar a verdade do Senhor.
Se o curral precisa de porta ou a
cidade de pórtico é porque se precisa de defesa. Jesus se autodenomina a porta
para demonstrar a todos os homens e mulheres de boa vontade que Ele é a Paz.
Por isso nós rezamos na missa: “Senhor Jesus Cristo dissestes aos vossos
Apóstolos: eu vos deixo a paz; eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos
pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja. Dai-nos segundo o Vosso desejo a
paz e a unidade. Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo!”.
Jesus, com sua pessoa e sua
doutrina, quis pacificar os homens, quis dar de beber no mesmo córrego ao lobo
e ao cordeiro, porque ambos são criaturas de Deus; quis que as criaturas
humanas experimentassem um novo modo de viver: na fraternidade e na justiça, na
mansidão e na benquerença e, por conseguinte, na paz.
O mundo é a prefiguração das
alegrias eternas. Mas um mundo com paz, com harmonia, com concórdia, com
misericórdia, com comunhão.
O modo de ver o mundo de Jesus é
diferente: Jesus anuncia a plenitude da vida no Evangelho de hoje. Por isso
quem ouve a voz do pastor, reconhece em Jesus a autoridade de único Mestre, de
único Guia e de único Senhor, e o segue, cumprindo Seus mandamentos e se faz
com Ele, como Ele e o Pai do Céu são uma perfeita comunhão.
Para os batizados, “o Pastor” por excelência é Cristo: Ele
recebeu do Pai a missão de conduzir o “rebanho” de Deus das trevas para a luz,
da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Atentemos na forma como
Cristo desempenha a sua missão de “Pastor”: Ele conhece as “ovelhas” e chama-as
pelo nome, mantendo com cada uma delas uma relação única, especial, pessoal.
Dirige-lhes um convite a deixarem a escuridão, mas não força ninguém a
segui-l’O: respeita absolutamente a liberdade de cada pessoa. As “ovelhas” do
rebanho de Jesus têm de “escutar a voz” do “Pastor” e segui-l’O. Isso
significa, concretamente, tornar-se discípulo, aderir a Jesus, percorrer o
mesmo caminho que Ele percorreu, na entrega total aos projetos de Deus e na
doação total aos irmãos.
Estimados
Irmãos,
A Segunda Leitura (cf. 1Pd 2,20b-25)
termina em termos que evocam igualmente a figura de Jesus-Pastor. Devemos
seguir o caminho da não violência, procurando enxergar o caminho da
misericórdia e da justiça. O Servo Sofredor que é o Cristo nos chama a
fidelidade ao seu mandato que nos leva a superar todas as formas de sofrimento
e de perseguição. E se preciso for morreremos pelo causa do Reino.
O servo é o justo que Pedro anuncia
em Pentecostes. Pela aceitação do anúncio sobre o Cristo ressuscitado e pelo
nosso batismo somos incorporados à Igreja, corpo místico de Cristo, e passamos
a aderir ao círculo dos discípulos de Cristo.
No centro da catequese proposta pela Primeira Carta de
Pedro, está o exemplo de Cristo: Ele sofreu (cf. 1Pd 2, 21) sem ter feito mal
nenhum (1Pd 2,22); maltratado pelos inimigos, não respondeu com agressão e
vingança (cf. 1Pd 2,23); pelo dom da sua vida, eliminou o pecado que afastava
os homens de Deus e uns dos outros (cf. 1Pd 2 24); por isso, Ele é o Pastor que
conduz e guarda os crentes (cf. 1Pd 2,25). O texto está cheio de referências
vétero-testamentárias. Para descrever a atitude de Cristo, o autor utiliza a
letra do quarto cântico do “servo de Jahwéh” (cf. Is 53,4-9.12) – um texto que
reflete a experiência desse “servo sofredor” que “não cometeu pecado algum e em
cuja boca não se encontrou mentira” (cf. 1Pd 2,22; cfr. Is 53,9), que suportou
pacientemente as injustiças e de cuja entrega resultou vida para o seu Povo.
Provavelmente, estamos diante de um antiquíssimo hino cristão utilizado na
liturgia primitiva, que comparava o sofrimento de Cristo ao sofrimento do
“servo de Javé” e o valor salvífico da morte de Cristo ao valor salvífico da
morte do “servo”. Por outro lado, o autor utiliza o motivo do “pastor” de Ez
34. Aí, o profeta falava de Deus como “o bom pastor”, que havia de vir cuidar
das suas ovelhas fracas, doentes e tresmalhadas. Ao ligar o tema do “pastor”
com o tema do sofrimento de Cristo, o autor desta catequese está a sugerir que
foi do sofrimento de Cristo que resultou vida e salvação para o rebanho de
Deus. Do exemplo de Cristo, o autor da carta tira as consequências para a vida
dos cristãos: como Cristo, os crentes são chamados a responder às ofensas e
injustiças com bondade e mansidão. Isto é “uma graça aos olhos de Deus” (cf.
1Pd 2,20b) – quer dizer, é uma atitude agradável a Deus e é uma atitude que
resulta da graça de Deus. O autor da carta dirige-se explicitamente aos servos,
aconselhando-os a suportar com paciência as provações a que são sujeitos pelos
seus senhores. No entanto, ele pretendia, provavelmente, ir mais além e
estender a sua exortação a todos os crentes. O cristão – seguidor desse Jesus
que sofreu sem culpa e que suportou os sofrimentos com amor – deve rejeitar
absolutamente o recurso à violência. É nessa atitude de bondade e de mansidão
que se manifesta a graça de Deus.
A leitura propõe apenas o exemplo de Cristo, que passou
pelo mundo fazendo o bem e foi preso, torturado, assassinado sem resistir, sem
Se revoltar, sem responder “na mesma moeda” aos seus assassinos. É uma lógica
incompreensível, ou até mesmo demente, aos olhos do mundo. Mas é a lógica de
Deus; e Jesus demonstrou que só este caminho conduz à ressurreição, à vida
nova, a um dinamismo gerador de um mundo novo. O cristão é chamado a ser
testemunha no meio dos homens desta novidade absoluta: só o amor gera vida nova
e transforma o mundo.
Esta leitura apresenta Cristo como “o Pastor” que guarda e
conduz as suas ovelhas. Neste contexto, em concreto, seguir o Pastor é
responder à injustiça com o amor, ao mal com o bem.
Caros irmãos,
Na primeira leitura (cf. At 2,14a.36-41) Continuamos em
Jerusalém, na manhã do dia do Pentecostes. Pedro é o porta-voz de uma
comunidade que, iluminada pelo Espírito, toma consciência da necessidade de
testemunhar Jesus, a sua vida, a sua morte e a sua ressurreição. Diante dos habitantes
de Jerusalém e dos forasteiros – idos das comunidades judaicas da “Diáspora” –
reunidos para a festa judaica do “Savu’ot” (Pentecostes – a festa que celebrava
a aliança do Sinai e o dom da Lei), a comunidade cristã apresenta o kerigma
sobre Jesus e proclama a sua fé. Este discurso é uma construção do autor dos
Atos e não uma transcrição textual das palavras de Pedro, nesse dia; no
entanto, é razoável supor que, nesse momento inicial da caminhada da Igreja, o
testemunho dos discípulos de Jesus não se afastou muito das ideias aqui
apresentadas.
O texto que hoje nos é proposto apresenta-nos, sobretudo,
uma catequese acerca da atitude correta para acolher a proposta de salvação que
Deus faz aos homens, por intermédio dos discípulos de Jesus. Os homens e
mulheres que, no dia do Pentecostes, escutam o discurso de Pedro representam a
comunidade do antigo Povo de Deus, destinatária primeira desse kerigma que a
comunidade cristã primitiva é chamada a propor.
Pedro, em nome da comunidade cristã, convida a comunidade
do antigo Povo de Deus a reconhecer que rejeitou o “Senhor” (o “kyrios” – nome
grego que traduz o “Adonai” hebraico – o nome dado pelos judeus a Jahwéh”), o
“Messias” (isto é, o “ungido” de Deus, que veio concretizar as promessas de
salvação e de libertação que Jahwéh tinha feito ao seu Povo) e a tirar daí as
devidas consequências. Diante dessa interpelação, os ouvintes sentiram o
coração “trespassado” (do verbo “katanyssô” – “afligir-se profundamente”). O
verbo utilizado traduz o “pesar”, o “sentir pontadas no coração”, como remorso
por ter feito algo contrário à justiça. É a atitude que conduz ao
arrependimento e o primeiro passo para a mudança de vida, a “metanoia”.
O que é que vai resultar desse “remorso”? Antes de mais, os interlocutores de
Pedro colocam-se numa atitude que manifesta total disponibilidade, face à
interpelação que lhes é feita: “que havemos de fazer, irmãos?” É a atitude de
quem reconhece a verdade das acusações que lhe são imputadas, de quem admite os
seus erros e limitações e de quem está verdadeiramente disposto a redirecionar
a vida, a corrigir os esquemas errados que têm orientado, até aí, a sua
existência. Pedro, em nome de Jesus e da comunidade cristã, define o caminho
que a adesão de Jesus propõe a cada crente: converter-se, ser batizado, receber
o Espírito Santo. A “conversão” (“metanoia”) significa a mudança radical da
mente, dos comportamentos, dos valores, de forma a que o coração do batizado se
volte de novo para Deus. No contexto neo-testamentário, mais especificamente, a
“conversão” é a renúncia ao egoísmo e à auto-suficiência, e o aceitar a
proposta de salvação que Deus faz através de Jesus. Implica o acolher Jesus
como o salvador e segui-l’O, no caminho do amor, da entrega, do dom da vida. A
adesão a Jesus traduz-se num gesto: o “receber o batismo”. “Pedir o batismo” é
reconhecer que Jesus tem uma proposta de salvação e vida nova, optar por essa
vida nova que Jesus propõe e incorporar-se à comunidade dos que seguem Jesus.
Receber o batismo significa receber o Espírito Santo: ao optar por Cristo, o
crente acolhe no seu coração a vida de Deus e a sua existência passa a ser
animada por um dinamismo divino que, continuamente, o recria, o vivifica, o
transforma.
A lógica de um Deus que não se conforma com o fato de os
homens rejeitarem a sua oferta de salvação e que insiste em desafiá-los, em
acordá-los, em questioná-los, até que eles percebam onde está a verdadeira vida
e a verdadeira felicidade. Este Deus é, verdadeiramente, o Pastor que nos
conduz para as nascentes de água viva.
“Convertei-vos” – pede Pedro aos seus interlocutores.
Converter-se é deixar os velhos esquemas de egoísmo, de prepotência, de
orgulho, de autossuficiência que tantas vezes constituem o cenário privilegiado
em que se desenrola a vida, para ir atrás de Jesus e aprender com Ele a amar, a
servir, a dar a vida.
Prezados
irmãos,
As três leituras apontam Jesus como o pastor autêntico e
fonte de vida em abundância. Para participar dessa vida, no entanto, é
necessário passar por ele mediante o batismo e a conversão contínua (I
leitura), adotar seu jeito de viver (II leitura), aceitá-lo como a única porta
de acesso ao Pai e ouvir sua voz (Evangelho). Pedir oração por todas as
vocações necessárias à edificação da comunidade cristã, especialmente pelas
lideranças em atividade (bispos, presbíteros, religiosos[as] e cristãos leigos
e leigas), para que sejam promotoras de vida em abundância.
Caros
irmãos,
O tempo pascal
é tempo de reflexão sobre a realidade de nosso batismo e de nossa fé. Ora,
nosso batismo não é real sem metanoia, sem mudança de caminho, para
conscientemente passarmos por Cristo. O batismo por conveniência não tem nada a
ver com a conversão implicada no batismo verdadeiro.
Conversão como
reconhecimento do que está errado e adesão a Cristo como escolha do caminho
certo, eis o que nos propõe a liturgia deste dia. Mas, apesar de certa
austeridade nessas considerações, temos também o testemunho da gratificação
vital que essa conversão a Cristo nos traz. No contexto em que vivemos,
podemos, porém, fazer uma pergunta: a salvação vem só por Cristo?
A parábola e
sua primeira explicação (Jesus, a porta) nos ensinam que pastor, mesmo, é só
quem passa através de Jesus e faz o rebanho passar por ele. O sentido
fundamental da pastoral é ir às pessoas por Cristo e conduzi-las, através dele,
ao verdadeiro bem. As maneiras podem ser muitas: antigamente, talvez, usavam-se
modos mais paternalistas; em nossos dias, modos mais participativos. Seja como
for, pode-se chamar de pastoral uma mera ação social ou política? Por mais
importante que seja, semelhante ação ainda não é, de per si, ação pastoral
cristã. Para ser pastoral cristã, a atuação precisa ser orientada pelo projeto
de Cristo, que ele nos revelou, dando sua vida por nós.
Nessa ótica,
os pastores devem ir aos fiéis (não aguardá-los de braços cruzados), através de
Cristo (não através de mera cultura ou ideologia), para conduzi-los a Deus (não
apenas à instituição que é a Igreja), fazendo-os passar por Cristo, ou seja,
exigindo adesão à prática de Cristo. Os fiéis devem discernir se seus pastores
não são “ladrões e assaltantes”, e o critério para discernir é este: se chegam
através de Cristo e fazem passar os fiéis por ele.
A julgar pelas palavras do Novo Testamento, parece que toda a salvação passa por Cristo. Entretanto, isso deve ser entendido num sentido inclusivo, não exclusivo. Todo caminho que verdadeiramente conduz a Deus, em qualquer religião e na vida de “todos aqueles que procuram de coração sincero” (Oração Eucarística IV), passa, de fato, pela porta que é Jesus. Dirigido, provavelmente, a pessoas que já aderiram à fé em Jesus, o Evangelho de João ensina: não precisam procurar a salvação fora desse caminho. Isso vale ser repetido para os cristãos de nosso tempo. Por outro lado, não é preciso que todos confessem o Cristo explicitamente para encontrar a salvação. Basta que, nas opções da vida, optem pela prática que foi, de fato, a de Cristo. Agir como Cristo é a salvação. E é a isso que a pastoral deve conduzir.
Amados
e Amadas,
Neste domingo queremos rezar por
todos os que são consagrados integralmente ao serviço do Altar: o Papa, os
Bispos e os Presbíteros. Que nunca faltem vocações santas para o serviço de
Deus, da Igreja e da santificação dos fiéis. Lembremos, de maneira especial,
por todos os bispos e padres já falecidos que santificaram a nossa vida. É
muito triste não ver pedidos de orações pelo eterno descanso daqueles que nos
distribuíram os mistérios sagrados. Rezemos sempre, com gratidão, pelos que nos
santificaram pelo ministério ordenado!
A festa do Bom Pastor nos propõe uma conversão sincera e
absoluta como reconhecimento do errado e adesão a Cristo como escolha do
caminho reto. Cantemos, pois, com fé, pedindo o auxílio do Bom Pastor ao nosso
propósito: “O Senhor é o pastor que me conduz, para as águas repousantes me
encaminha!”. Amém!
Padre Wagner Augusto Portugal.
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