Neste dia 20 de janeiro
comemoramos a festa do glorioso Mártir São Sebastião. São Sebastião é o excelso
padroeiro da agropecuária. Tradicional devoção entre os brasileiros considera
São Sebastião padroeiro da agropecuária. Têm-no como o defensor dos campos, e
principalmente dos rebanhos. Existe até em muitos lugares o costume de oferecer
ao Santo bezerros e porcos com o pedido de que ele defenda os animais contra as
epidemias e doenças. Não se sabe essa tradição e o motivo dessa particular
devoção dos nossos homens do campo. Seria, porventura, porque São Sebastião
sofreu o martírio numa floresta, amarrado a um tronco de árvore? Ou em alguma
época, particularmente difícil para rebanhos, se alcançaram, por intercessão de
São Sebastião, especiais graças e milagres de proteção aos bens do homem da
roça? De qualquer modo que seja, muitos asseguram ter colocado sob a proteção
deste Santo seus rebanhos e ter obtido, por essa forma, sua ajuda miraculosa.
Deus pode ter querido secundar o espírito de fé dos roceiros, aceitando como
Padroeiro da lavoura e da pecuária este glorioso mártir. Invoquemo-lo, pois,
nesta qualidade, implorando sua ajuda para todos os trabalhadores da roça, para
suas criações e suas lavouras.
São
Sebastião (Narbonne, França 256 – Roma, Itália 286) foi um dos muitos
soldados romanos, assim como São Jorge e Santo Expedito. Infelizmente não temos
muitos relatos sobre a vida de São Sebastião. Tudo que sabemos está contido nas
atas, que foram escritas séculos após o seu martírio.
No
século XVI, a Igreja Católica decidiu unificar esses relatos, criando assim o
martirológio romano, um livro litúrgico que forma um catálogo de santos e
beatos honrados pela Igreja. Apesar do nome significar mártires de Roma, hoje
nele estão inclusos santos e beatos, e não apenas mártires do mundo inteiro. Portanto,
aí também está nesse martirológio romano a história de São Sebastião. A versão
oficial da Igreja Católica que celebra dia 20 de janeiro, a festa de seu santo,
está registrado no livro “Legenda Áurea” do martirológio e na Acta Sanctorum
(atos dos santos) e conta a história de um soldado nascido no ano de 250, em
Narbonne, cidade do Império Romano que pertencia à província de Gália hoje no
sul da França. E que ele tinha feito secretamente muitos atos de amor e
caridade para com os irmãos e irmãs cristãs. A paixão de São Sebastião narrada
nos atos dos santos, escritas no final do século V, não pode ser interpretada
como simples biografia ou ato de registros de fatos e palavras. É a transmissão
dos valores cristãos, tendo um mártir cultuado como testemunha de Cristo na
vida até a morte. Os atos dos santos são as únicas referências históricas onde
percebemos o modo de pensar dos cristãos dos séculos V, quanto aos valores
éticos pelos quais se deveria viver e morrer, os valores de fé que guiavam
aqueles homens e mulheres.
Até
hoje, São Sebastião é lembrado e cultuado como padroeiro e protetor contra as
pestes, ou seja, contra a epidemia e pandemia como essa que vivemos atualmente,
bem como na cura de doenças e enfermidades, também contra a guerra e a fome.
Sebastião
nasceu na França, mas foi educado em Milão, na Itália. Pertencente a uma
família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de
tornar-se militar nas tropas romanas, sendo um dos oficiais prediletos de
Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo
dos cristãos. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao
cristianismo, inclusive o governador de Roma e seu filho. Em certa ocasião,
Sebastião foi denunciado e teve que comparecer ante ao imperador para dar
satisfações sobre o seu procedimento. Levado à presença de Diocleciano,
Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que
escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não
titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado
a uma árvore e executado a flechadas. Sebastião foi dado como morto e ali mesmo
abandonado. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite,
pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e
tratou de suas feridas até vê-lo curado. Depois de curado, ele apresentou-se ao
imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos,
acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o
sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condená-lo, desta
vez, ao martírio no circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas
de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.
Rezemos,
hoje, com fé pedindo a proteção de São Sebastião para as nossas fazendas,
sítios e para as nossas plantações e para todos os rebanhos e animais. Rezemos
com fé!
Oração: poderoso São Sebastião, a quem reconhecemos singular
bondade para com todos os que estão no árduo trabalho da lavoura e no meio de
animais; nós vos pedimos, confiantes, por todos os pecuaristas e roceiros, por
seus rebanhos e plantios. Obtende de Deus as chuvas para as regiões mais secas,
que estão sofrendo. Afastai de todos os rebanhos as doenças e a morte. E fazei
com que não falte jamais o pão e a saúde aos que trabalham ganhando o alimento
no suor do próprio rosto. Por nosso senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito
Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós!
São
Sebastião protegei nossos rebanhos e nossas lavouras1
São
Sebastião nos livre da peste, da fome e da guerra!
Padre Wagner Augusto Portugal.

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