O Tempo do
Advento é de espera e de vigilância. Não
deixa de ser também um tempo de conversão, porque devemos ter o coração limpo
para bem celebrar a Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Quero, para a sua serenidade adventícia, apresentar algumas dicas simples, você
poderá reconquistar a paz sem obsessões, com um realismo saudável e confiando
na oração. Com estas dicas simples, você poderá reconquistar a paz sem
obsessões, com um realismo saudável e confiando na oração. Aliás, o Advento é
tempo, sobretudo, de oração!
1. Programar
e planejar o futuro sem transformá-lo em obsessão: Uma das coisas que mais nos afeta é a angústia ou a preocupação
com o futuro que nos “rouba” o momento presente. O que vai acontecer amanhã? É
preciso ocupar-se, mas não se preocupar. É preciso planejar, mas sem nos
tornarmos obcecados pelo futuro. Dyer escreveu: “Todas as nossas neuroses são o
resultado de não viver o presente.” E Jesus Cristo disse: “Não se preocupem com
o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. Basta a cada dia o
seu cuidado.” (Mateus 6,34)
2. Trabalhar
por um ideal com a aceitação serena da realidade: Temos que trabalhar por um objetivo, pela excelência, pelo melhor,
mas sem que a realidade nos decepcione. Recordemos a oração da serenidade:
“Senhor, concedei-me a serenidade necessária para aceitar as coisas que não
posso mudar; Coragem para mudar aquelas que posso e Sabedoria para reconhecer a
diferença entre elas”. Também podemos nos valer destas palavras: “Se não
houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver
flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu
a intenção da semente.”
3. Desistir
de sempre ter razão: Uma das coisas que mais nos
divide são as intermináveis discussões político-ideológicas. Chegamos a perder
valiosas relações familiares e de amizade por discussões em que queremos impor
“nossa razão”, nossa verdade. É preferível ter paz e dormir tranquilo a ter
razão sempre ou impor nosso ponto de vista.
4. Aprender a
dizer Não: “Dizei somente: Sim, se é sim;
não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno” (Matheus 5,37).
Dizer sim, não porque você quer e pode fazer o que lhe pedem, mas por
satisfazer a vontade de alguém por medo de perder a sua amizade e o seu amor é
não só um atentado contra si mesmo, como também um gerador de estresse e
incômodo que desgasta qualquer um. Conheça seus limites, aja dentro deles e
respeite-os. O que muito abraça pouco aperta.
5. Não
transformar nada nem ninguém em uma obsessão: Nem para o bem, nem para o mal. A obsessão tira a paz e faz perder
o prazer de tudo. Outro sinônimo de obsessão pode ser codependência, adição,
vício. Por trás de todo o sofrimento, há um vício. Quando você solta os vícios
surgem a liberdade e a paz.
6. Dar menos
espaço para a “informação” e mais espaço para a formação, diversão e as
relações interpessoais: “Os olhos não se cansam
de ver, nem os ouvidos se cansam de ouvir” (Eclesiastes, 1,8). Estamos
sobrecarregados de informação, disparou-se uma espécie de vontade extrema de
estarmos informados de tudo através do jornal, do rádio, da televisão, dos
celulares, da internet (Twitter, Facebook). E esse excesso de informação
tirou tempo e espaço destinados à formação, à diversão saudável, à
espiritualidade, aos momentos com os amigos e a família. E isso tem-nos roubado
a paz. É preciso retomar espaços para as artes, para a cultura em geral e,
sobretudo, para os encontros. Uma pessoa virtual jamais substituirá o olhar e o
abraço de uma pessoa real.
7. Orar: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida
de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis
com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações,
mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que
excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos
pensamentos, em Cristo Jesus.” (Filipenses 4, 4-7)
Fazei me mim um instrumento de
Vossa Paz
(Oração associada a São Francisco de Assis)
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Com este itinerário iremos ter a serenidade necessária
para bem viver o Advento e celebrar, condignamente, o Natal do Senhor Jesus!
Com viva estima, em Cristo, o Divino Infante,
Padre
Wagner Augusto Portugal.

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