“O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos”(Cf. Ap 5,12;1,6)
Meus queridos Irmãos,
Chegamos ao fim de mais um ano litúrgico celebrando a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. O Reinado de Deus se estende e abarca toda a vida entregue por Cristo, o Redentor da humanidade. O Filho de Deus é rei, porque sua origem é divina: Ele tem o primado e n'Ele está a plenitude de todas as coisas criadas e de todas as criaturas. O seu reinado contempla a vida, a justiça e a fraternidade. É um rei que se pôs totalmente a serviço, invertendo os valores e entregando a sua vida para que todos a obtivessem plenamente, com total liberdade.
Caros fiéis,
A
Primeira Leitura (cf. 2Sm 5,1-3) nos mostra Davi consagrado Rei em Hebron. Por volta do ano 1007 a.C., o
reino de Saul (que agrupava as tribos do norte e do centro) sofreu um rude
golpe, com a morte do rei e de Jónatas (filho e natural sucessor de Saul) às
mãos dos filisteus, numa batalha travada junto do monte Guilboá (cf. 1 Sm 31).
Por esta altura, em contrapartida, Davi reinava (desde 1012 a.C.) sobre as
tribos do sul (cf. 2 Sm 2,1-4).Ishboshet, filho de Saul, foi escolhido para
suceder a seu pai e ainda reinou dois anos sobre as tribos do norte e do centro
(cf. 2 Sm 2,8-11); mas acabou por ter a oposição de Abner, chefe dos exércitos
do norte, que ofereceu a Davi a autoridade sobre as tribos que formavam o reino
de Saul (cf. 2 Sm 3,12-21). Abner foi, entretanto, assassinado por Joab,
general de Davi (cf. 2 Sm 3,26-27); e, pouco depois, também Ishboshet foi,
muito convenientemente, assassinado – embora o segundo livro de Samuel se
esforce por mostrar que David não teve nada a ver com esses assassinios (cf. 2
Sm 3,28-39; 4,1-12). Finalmente, os anciãos do norte – preocupados em encontrar
uma liderança forte que lhes permitisse resistir aos inimigos tradicionais, os
filisteus – pediram a Davi que aceitasse dirigir também os destinos das tribos
do norte e do centro. É diante deste quadro que a leitura de hoje nos coloca.
Davi está em Hebron – a capital das tribos do sul – e é lá que recebe os
enviados das tribos norte e do centro que lhe propõem a realeza. Estamos por
volta do ano 1005 a.C..
No
fim do século de ferro, chamado tempo dos juízes, Israel quer e consegue um
rei. Porém, o povo de Israel deseja ter um rei “como os outros povos” (1Sm
8,5), mas Deus não o quer assim, pois Ele mesmo é o único Rei. Os reis de
Israel são seus “ungidos”, seus “filhos”, os executivos estabelecidos por Ele.
A história destes reis não é muito gloriosa, mas no fim da linhagem virá o
verdadeiro “Filho do Altíssimo”, cujo reino não terá fim (cf. Lc 1,32-33). Davi
foi grande, por ter sido o único que conseguiu reunir as doze tribos. Jesus
reúne o universo. Pelo preço de seu sangue, constituiu um povo novo.
Davi foi o rei mais importante da história do Povo
de Deus. O seu reinado foi marcado – como acontece com todos os reinados
“humanos” – por conflitos internos, guerras civis, injustiças, mortes. Mas,
apesar de tudo, Davi manifestou-se como um homem com uma grande estatura
política e moral. Em termos políticos, o reinado de Davi fez de Israel e de
Judá um reino de razoáveis dimensões, que se sobrepôs aos seus inimigos
tradicionais (os filisteus, os amonitas, os moabitas) e que ficou na memória do
Povo de Deus como um tempo ideal de paz e de abundância. Em termos religiosos,
foi o tempo em que Deus era considerado, efectivamente, o Deus de Israel e de
Judá e em que o rei potenciava o encontro de todo o Povo à volta do seu Deus,
na fidelidade à aliança.
Jesus Cristo, o Messias, Rei de Israel, descendente
de Davi, é considerado no Novo Testamento a resposta de Jahwéh aos sonhos e
expectativas do Povo de Deus. Ele veio para restaurar, ao jeito de Deus e na
lógica de Deus, o reino de Davi. Jesus é, portanto, o Rei que, à imagem do que
Davi fez com Israel, apascenta o novo Povo de Deus O reinado de Davi é
apresentado com um tempo ideal de unidade, de paz e de felicidade; no entanto,
conheceu, também, tudo aquilo que costuma caracterizar os reinados humanos: tronos,
riquezas, exércitos, batalhas, injustiças, intrigas de corte, lutas pelo poder,
assassínios, corrupção.
Irmãos caríssimos,
Assim vemos que Jesus hoje é chamado
de Rei no Evangelho (cf. Mc 11,9-10). Mas, por que Rei? Foi uma resposta
imediata para os insultos que os soldados e o “mau ladrão” dirigiram ao
Crucificado. Todos eles aduzem à realeza, ou o messianismo, de Jesus, uns com
escárnio e outro, o bom ladrão, com glória e espírito de fé, ao que faz com que
Cristo aclame: “Hoje mesmo ainda estarás comigo no paraíso”.
Lucas nos colocou na sua escola, no
seu entendimento, neste ano que hoje chega ao seu termo, com a sua teologia que
ensina que o Reino de Cristo realmente inicia na hora da cruz, e dele participa
aquele que encarna o modelo do comum dos fiéis: o pecador convertido. Assim, o
Reino de Jesus para Lucas, é essencialmente o Reino da Reconciliação do homem
com Deus, conforme nos ensina a segunda leitura. A verdadeira paz messiânica,
para Lucas, não é tanto o lobo e o cordeiro pastarem juntos (Cf. Is 11,6-9), mas
o homem ser reconciliado com Deus e participar da vida divina, no “paraíso”,
restauração da inocência original. Deste Reino, o homem participa pela fé, que
se expressa na oração: a prece do bom ladrão não é apenas um pedido, mas também
confessa Jesus como Rei.
O Evangelista Lucas acentua o reinado de Cristo, sobretudo, na “história da infância” e na narração da Paixão, onde o paradoxo da Cruz parece contradizer o título real. A inscrição no “Titulus”, do alto do madeiro da Cruz: “Rei dos Judeus” torna-se escárnio na boca dos espectadores. Até o facínora crucificado a seu lado insulta Jesus por seu messianismo. Mas o outro acredita neste título paradoxal e pede para ser admitido no Reino, com a tradicional oração de Israel: “Lembra-te de mim!”. Já imagina Jesus no seu Reino. A resposta de Jesus é: “Hoje....!” O Reino já começou, na hora da doação até a morte na cruz. Agora Ele atraí todos a si e os pecadores em primeiro lugar.
Caros irmãos,
Celebrar a Festa de Cristo Rei do Universo não é celebrar um Deus forte, dominador que Se impõe aos homens do alto da sua onipotência e que os assusta com gestos espectaculares; mas é celebrar um Deus que serve, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor. A cruz – ponto de chegada de uma vida gasta a construir o “Reino de Deus” – é o trono de um Deus que recusa qualquer poder e escolhe reinar no coração dos homens através do amor e do dom da vida. À Igreja de Jesus ainda falta alguma coisa para interiorizar a lógica da realeza de Jesus. Depois dos exercitos para impor a cruz, das conversões forçadas e das fogueiras para combater as heresias, continuamos a manter estruturas que nos equiparam aos reinos deste mundo. Em termos pessoais, a Festa de Cristo Rei convida-nos, também, a repensar a nossa existência e os nossos valores. Diante deste “rei” despojado de tudo e pregado numa cruz, não nos parecem completamente ridículas as nossas pretensões de honras, de glórias, de títulos, de aplausos, de reconhecimentos? Diante deste “rei” que dá a vida por amor, não nos parecem completamente sem sentido as nossas manias de grandeza, as lutas para conseguirmos mais poder, as invejas mesquinhas, as rivalidades que nos magoam e separam dos irmãos? Diante deste “rei” que se dá sem guardar nada para si, não nos sentimos convidados a fazer da vida um dom?
Meus caros irmãos,
A segunda leitura de hoje (cf. Cl
1,12-20) nos relembra uma série de títulos dados a Jesus como salvador e Senhor
do céu e da terra: Filho amado de Deus, redentor, salvador, imagem visível do
Deus invisível, primogênito de todas as criaturas, razão de ser de todas as
coisas visíveis e invisíveis, origem de todo o poder e soberania, mantenedor de
tudo, princípio de tudo, plenitude de Deus, laço de conciliação entre o céu e a
terra. São Paulo aos Colossenses fala da restauração do universo sob o Reino do
amor de Cristo. Por Cristo, Deus criou o universo. Por Ele, quer reconciliá-lo
e salvá-lo. Cristo é a origem, o centro e o fim de nosso universo. Sem Ele,
perde seu sentido. A partir do plano de Deus, entenderemos o que somos e fomos
feitos pelo sacrifício do Cristo, o sangue da Cruz. Razão de gratidão e
alegria: não somos mais submissos aos poderes das trevas, mas vivemos na luz de
Deus.
A comunidade cristã de Colossos
(situada na Ásia Menor, a cerca de 200 quilômetros a oeste de Éfeso) não foi
fundada por Paulo, mas sim por Epafras, discípulo de Paulo e colossense de
origem. Como é que Paulo aparece envolvido com esta comunidade? Daquilo que
podemos perceber da carta, Paulo estava na prisão (em Roma) quando recebeu a
visita do seu amigo Epafras. Epafras contou a Paulo que a Igreja de Colossos
estava em crise, pois alguns “doutores” cristãos ensinavam que a adesão a Jesus
devia ser completada por outras práticas religiosas, fundamentais para a
salvação e para um conhecimento mais profundo do mistério de Deus. Assim, esses
“doutores” exigiam dos crentes de Colossos o cumprimento de práticas ascéticas,
de certos ritos legalistas, de algumas prescrições sobre os alimentos; exigiam,
também, a observância de determinadas festas e a crença nos anjos e nos seus
poderes. É possível que este quadro tivesse a ver com doutrinas orientais que
começavam a circular nesta época e que iriam, mais tarde, desembocar no
movimento “gnóstico”. Contra esta confusão religiosa, Paulo afirma a absoluta
suficiência de Cristo: a adesão a Cristo é o fundamental para quem quer ter
acesso à proposta de salvação que Deus faz aos homens; tudo o resto é
dispensável e não deve ser imposto aos cristãos.
A segunda leitura começa com um
convite à acção de graças, porque Deus livrou os colossenses “do poder das
trevas” e transferiu-os “para o Reino do seu filho muito amado” (vers. 12-14);
em seguida, São Paulo apresenta um hino no qual celebra a supremacia absoluta
de Cristo na criação e na redenção (vers. 15-20): trata-se de um hino que
Paulo, provavelmente, tomou da liturgia cristã, mas que aparece perfeitamente
integrado no discurso e na mensagem desta carta. É nas duas estrofes deste hino
que está a mensagem fundamental que nos interessa refletir. A primeira estrofe
do hino (vers. 15-17) afirma e celebra a soberania de Cristo sobre toda a
criação; e fá-lo, recorrendo a três afirmações importantes. A primeira diz que
Cristo é a “imagem de Deus invisível”. Dizer que é “imagem” significa dizer que
Ele é, em tudo, igual ao Pai, no ser e no agir, e que n’Ele reside a plenitude
da divindade. Significa que Deus, espiritual e transcendente, revela-Se aos homens
e faz-Se visível através da humanidade de Cristo. A segunda afirma que Ele é “o
primogênito de toda a criatura”. No contexto familiar judaico, o “primogénito”
era o herdeiro principal, que tinha a primazia em dignidade e em autoridade
sobre os seus irmãos. Aplicado a Cristo, significa que Ele tem a supremacia e a
autoridade sobre toda a criação. A terceira assegura que “n’Ele, por Ele e para
Ele foram criadas todas as coisas”. Tal significa que todas as coisas têm n’Ele
o seu centro supremo de unidade, de coesão, de harmonia (“n’Ele”); que é Ele
que comunica a vida do Pai (“por Ele”); e que Cristo é o termo e a finalidade de
toda a criação (“para Ele”). Ao mencionar expressamente que os “tronos,
dominações, principados e potestades” estão incluídos na soberania de Cristo,
Paulo desmonta as especulações dos “doutores” de Colossos acerca dos poderes
angélicos, considerados em paralelo com o poder de Cristo. A segunda estrofe
(vers. 18-20) afirma e celebra a soberania e o poder de Cristo na redenção.
Também aqui temos três afirmações fundamentais. A primeira diz que Cristo é a
“cabeça da Igreja, que é o seu corpo”. A expressão significa, em primeiro
lugar, que Cristo tem a primazia e a soberania sobre a comunidade cristã; mas
significa, também, que é Ele quem comunica a vida aos membros do corpo e que os
une num conjunto vital e harmônico. A segunda afirma que Cristo é o “princípio,
o primogénito de entre os mortos”. Significa, não só que Ele foi o primeiro a
ressuscitar, mas também que Ele é a fonte de vida que vai provocar a nossa
própria ressurreição. A terceira assegura que em Cristo reside “toda a
plenitude”. Significa que n’Ele e só n’Ele habita, efectiva e essencialmente, a
divindade: tudo o que Deus nos quer comunicar, a fim de nos inserir na sua
família, está em Cristo. Por isso, o autor do hino pode concluir que, por
Cristo, foram reconciliadas com Deus todas as criaturas na terra e nos céus:
por Cristo, a criação inteira, marcada pelo pecado, recebeu a oferta da
salvação e pôde voltar a inserir-se na família de Deus.
Em Cristo, Deus revela-Se; que Ele tem a supremacia e autoridade sobre todos os seres criados; que Ele é o centro de todo o universo e que tudo tende e converge para Ele.Isto equivale a definir Cristo como o centro da vida e da história, a coordenada fundamental à volta da qual tudo se constrói.
Caros
irmãos,
A liturgia demonstra a nossa
participação no Reino de Deus, as nossas obrigações. Assim proclamamos nesta
missa Jesus, aquele “que nos amou, nos salvou dos pecados... e fez um reino
para nós” (cf. Ap 1,5-6).
O Reino de Deus sempre acontece no
meio de nós, porque O SENHOR ESTEJA CONVOSCO! ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS! O Reino
de Deus realiza-se na vida terrena e plenifica-se na glória eterna.
Os israelitas, devido às
experiências negativas com seus reis, anunciavam um rei que fosse pastor pela
força de Deus e estabelecesse a paz por toda a terra: “Ele apascentará pela
força do Senhor... Ele será grande até os confins da terra. Ele será a paz!”(cf.
Mq 5,3-4).
O próprio povo do Evangelho de hoje
muitas vezes via e confundia Jesus como um rei terreno. Mas Jesus era um Rei da
vida eterna. Era é e será sempre rei pelos séculos dos séculos. Jesus veio para
ser o rei da graça e da santidade, para tirar todo o pecado do mundo (cf. Jo
1,29) e trazer “graça sobre graça” (cf. Jo 1,16). Jesus veio para vencer a
maldade e fazer triunfar o bem: é o rei da bondade. Jesus veio para desmascarar
a falsidade: Jesus é o rei da verdade. Jesus veio para derrotar a morte: porque
Ele é o Rei da vida plena, da vida eterna. Jesus veio para restaurar a criatura
humana: Jesus é o Rei da santidade. Jesus veio para refazer o equilíbrio: Jesus
é o rei da justiça. Jesus veio para exterminar o ódio: Jesus é o reio do amor e
da partilha. Jesus veio para reorganizar o mundo, assim se colocando como o Rei
da Paz e da concórdia.
Tudo isso começa aqui na terra e se estende como portal da eternidade, nas alegrias eternas. O Reino de Cristo já existente na plenitude, realiza-se para cada um à medida que construir em sua vida a bondade, a verdade, a santidade, a justiça, o amor e a paz, qualidades que descrevem o que Jesus chamou de “Reino de Deus”.
Caros irmãos,
Celebrar a solenidade de Jesus, Rei do Universo, não é
convite para fazer memória de um Deus forte, que submete a todos por meio de um
poder dominador. Ele não se impõe aos seres humanos por sua onipotência, mas é
um Deus que põe toda sua autoridade a serviço da vida, que tem imensa ternura e
doa sua vida numa morte humilhante na cruz para elevar a criatura humana.
Sua lógica de realeza se opõe totalmente à lógica dos poderes deste mundo. Diante de um rei despojado de tudo, que faz da cruz seu trono de entrega e amor, somos convidados a repensar que modelo de autoridade buscamos. O discipulado instituído por Jesus não precisa de um território geográfico, não precisa de um poder terreno instituído, como os Estados políticos que conhecemos. A Igreja que nasce aos pés da cruz é chamada a ser comunidade servidora, seguindo o exemplo de Jesus, Rei do universo. É nesse sentido que a liturgia deste domingo nos convida a repensar nossos valores e toda a nossa existência. Diante de um rei pregado na cruz, insultado, sem nenhuma honraria, nenhum aplauso, nenhum exército para defendê-lo, como podemos pôr nossa vida a serviço dos outros com o mesmo despojamento?
Meus queridos irmãos,
Vivemos hoje na liturgia a dialética
do mundo mau que zomba de Cristo, que o insulta, o ridiculariza e do outro lado
o Cristo pacífico e manso, cordeiro imolado que dá, por amor e liberdade, a
vida pelos homens e mulheres pecadores. No meio da dialética está o homem e a
mulher, a criatura humana convertida, que reconhece e confessa os seus pecados,
volta-se para Jesus à procura de perdão e salvação.
Jesus era, é e será sempre o
salvador da humanidade, de todos, especialmente dos pecadores. Jesus acolhe o
pecador arrependido e lava-lhe as suas culpas, porque “Deus nos arrancou do
poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho amado, tornando-nos
dignos de, na luz, participar da herança dos santos” (cf. Cl. 1,12-13).
Jesus Cristo é o Rei do Perdão. Os
termos Rei e Messias ressoam em torno da cruz em frases zombateiras e
provocantes. Nesta situação, Jesus tem um gesto verdadeiramente régio e
assegura ao malfeitor arrependido a entrada no Reino do Pai. Também diante dos
adversários mais encarniçados, Jesus dirá palavras de perdão: “Pai,
perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Jesus exerce, pois, e
manifesta sua realeza não nas afirmações de um poder despótico, mas no serviço
de um perdão que busca a reconciliação. Jesus é o primogênito de toda a
criatura e por isso é rei, porque perdoando e morrendo para a remissão de
nossos pecados, cria uma nova unidade entre os homens. O reinado de Jesus estabelece
uma nova ordem, porque Ele quebra a corrente do ódio e oferece a possibilidade
de um novo futuro.
Celebrar Jesus Cristo Rei do
Universo é dar graças a Deus pela sua generosidade de se fazer Nosso Senhor e
Salvador, o Redentor do Mundo! O Reinado
de Jesus é um convite para vivermos como Ele: uma vida a serviço do outro, do
irmão, na busca da reconciliação. O reino e o reinado de Jesus é o reinado do
amor, da partilha e da misericórdia. Viva Cristo Rei do Universo. Amém!
Padre Wagner Augusto Portugal

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