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DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO

 


“Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, ornada como a noiva que se preparou para o seu noivo” (cf. Ap. 21,2).

Meus queridos irmãos e irmãs,

 

               Celebramos neste domingo, dia 09 de novembro, a Dedicação da Sacrossanta Basílica do Latrão. O que é a Basílica do Latrão? É a Sé Catedral da cidade de Roma, que foi construída entre os anos de 314 e 335 e fundada pelo Papa Melquíades na propriedade oferecida e doada para esse fim pelo imperador Constantino, ao lado do Palácio Lateranense. Mas, porque se chama Basílica do Latrão? Porque esta Basílica foi construída no terreno “dei Laterani”, ou seja, da família proprietária da chácara, herdada pela mulher de Constantino, o Imperador Romano, que a doou ao Papa. Esta Basílica tem um significado muito especial para a cristandade: lá foram celebrados os cinco Concílios Ecumênicos. Diz a tradição da Santa Igreja que o aniversário de sua dedicação, celebrado originalmente só em Roma, comemora-se em todas as comunidades do rito romano com a finalidade maior de enaltecer o ministério petrino do Sumo Pontífice que de sua Basílica Patriarcal preside na caridade a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo que congrega, por seu gesto primacial, todas as Igrejas de todo o orbe. A Basílica de Latrão, portanto, é a Mãe de todas as Igrejas de todo o mundo católico.

               Até a construção do Vaticano o Santo Padre morava no Palácio Lateranense que é anexo a Basílica de mesmo nome. Portanto a Basílica do Latrão é a Catedral do Papa em Roma, é a Igreja que é a Mãe e cabeça de todas as Igrejas.       

               A Basílica do Latrão tem como padroeiro principal o Santíssimo Salvador. Tem como dois co-patronos, São João Batista, celebrado a 24 de junho e São João Evangelista, celebrado a 27 de dezembro. Dois homens que caminharam nas estradas da salvação. João Batista, o precursor, aquele que preparou os caminhos para Jesus anunciando que Outro viria batizar com o Espírito Santo, porque ele batizava com água. São João Evangelista, o apóstolo bem-amado, o último apóstolo a morrer e com a sua morte se considera fechada às portas das revelações e dos ensinamentos bíblicos do Novo Testamento. Por isso mesmo o povo de Roma conhece a Basílica celebrada hoje como a Basílica de “São João do Latrão”. 

               DEO OPTIMO MÁXIMO, ou seja, A DEUS OTIMO E MÁXIMO celebramos a festa de hoje. Dedicada a Deus ótimo e máximo a Basílica de Latrão quer interpelar em cada um de nós um compromisso evangelizador renovado de profundo amor e seguimento a Nosso Senhor e Divino Salvador Jesus Cristo e a Sua Igreja. Não há Igreja no mundo que não seja dedicada a DEUS O SALVADOR. Todas as Igrejas, evidentemente são dedicadas a um Santo ou a uma Santa que viveram a radicalidade do Evangelho e servem-se como luzeiros na nossa caminhada de fé e de esperança cristã. Mas, estes santos viveram a sua vida, dedicaram a sua vida a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO.

               Todos nós participamos a cada domingo da celebração da liturgia eucarística que, via de regra, é celebrada dentro de uma Catedral, de uma Basílica, de uma Matriz, de uma Capela Filial, de um Oratório, de um Orago, de um centro comunitário, de uma praça ou no próprio logradouro público. A Igreja, esta Igreja como templo em que estamos dentro é o edifício pelo qual todos nós nos reunimos para adorar a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO, ao Divino Salvador.

 

               Mas, graças a Deus, a Igreja transcende o templo de pedra. A Igreja é a comunidade viva de fiéis, é a reunião de todos os batizados que vem adorar ao Deus Salvador. Assim nos ensinou o Concílio Vaticano II: “A Igreja não se acha deveras consolidada, não vive plenamente, não é um perfeito sinal de Cristo entre os homens, se aí não existe um laicato de verdadeira expressão que trabalhe com a hierarquia. Porque o Evangelho não pode ser fixado na índole, na vida e no trabalho dum povo, sem a ativa presença dos leigos” (Cf. Decreto “Ad Gentes” n. 21). Continua o Concílio Ecumênico Vaticano II: “O principal dever dos homens e das mulheres é dar testemunho de Cristo pelo exemplo e pela palavra, na família, no seu ambiente social e no âmbito da profissão” (idem). 
        

Irmãos e Irmãs,

               São João, em seu Evangelho de hoje (cf. Jo 2,13-22), deixa claro que já no início de sua atuação pública, Jesus chega a Jerusalém por ocasião de uma romaria pascal e expulsa do templo não só os abusos, mas os próprios animais do sacrifício. E, quando as autoridades pedem a Jesus um sinal profético que possa respaldar tal gesto inimaginável, Jesus aponta o sinal que só depois (Jo 2,22) os discípulos vão conhecer: o sinal de sua ressurreição. O templo antigo pode ser destruído, mas Jesus “fará ressurgir” um novo templo em três dias: o templo de seu corpo, de sua pessoa. Jesus é templo, santuário, lugar de culto a Deus, de encontro com Deus. Nele, a Palavra de Deus armou tenda entre nós (Jo 1,14). Nele também é oferecido a Deus o único culto da nova Aliança, o dom da própria vida por amor.

 

               É importante assinalar que Jesus associa-se o templo de pedras vivas que é comunidade. Os que se fazem batizar devem se aproximar da pedra rejeitada, Cristo, que pela ressurreição se tornou a pedra angular, alicerce. Os batizados são, assim, o edifício espiritual. Por isso, nessa comunidade é que se oferece o sacrifico espiritual, que é promovido pelo Espírito de Deus, que é a prática da vida cristã.

 

São João nos mostra Jesus usando um chicote. Toca os animais e os vendedores para fora do templo. Manda que os vendedores de pombas tirem aquilo dali. Elas serviriam para as oferendas dos pobres, e era aí que se verificava a maior exploração, com o preço de um casal de pombos chegando a ser cinco vezes maior do que nas aldeias. Os pobres, não tendo condições de oferecer a Deus ovelhas ou bois, sacrificavam pombos para os ritos de expiação e purificação, bem como para os holocaustos de propiciação (cf. Lv 5,7; 14,22.30s). Com esse gesto, Jesus inaugura os tempos do Messias. Zacarias previa um tempo em que o culto estaria plenamente isento da exploração do povo. Para João, esse tempo chegou com Jesus. A partir de agora, já ninguém poderá, mesmo que o faça em nome de Deus, defender um culto ou religião que sejam coniventes com a exploração do povo.

Para aprofundar esse aspecto, é preciso ter presente a situação econômica vigente. Na época, a maioria das terras da Palestina estava nas mãos de latifundiários. Estes pertenciam à elite religiosa (sumos sacerdotes e anciãos) e moravam em Jerusalém. O sumo sacerdote era o presidente do sinédrio, o supremo tribunal que condenará Jesus à morte. Três semanas antes da Páscoa, os arredores do templo se tornavam grande mercado. O sumo sacerdote enriquecia com o aluguel dos espaços para as barracas dos vendedores e cambistas. Os animais criados nos latifúndios eram conduzidos a Jerusalém e vendidos. A teologia veiculada pelo templo de Jerusalém era extremamente conservadora, isso porque os dirigentes do templo estavam por trás de todo o comércio que nele se desenvolvia. 

Deus, o aliado dos sofredores empobrecidos, sempre denunciou, por meio dos profetas, a exploração da religião. Ele é o Deus que ouve o clamor dos marginalizados. No entanto, a teologia veiculada pelo templo de Jerusalém afirmava o contrário. Para ser ouvido, Deus precisava ser comprado mediante sacrifícios. A ira de Jesus tem toda a razão de ser. 

Os dirigentes, que se sentem lesados pelo gesto de Jesus, reagem. Eles o querem intimidar: “Que sinal nos mostras para agir assim?” (v. 18). Jesus lhes responde que sua morte e ressurreição serão o grande sinal: “Destruam este templo, e em três dias eu o levantarei” (v. 19). Temos aqui o centro do Evangelho deste dia. Jesus não só abole os sacrifícios do templo de Jerusalém, mas decreta que o novo templo será seu corpo, morto e ressuscitado. A essa altura o Evangelho de João já aponta para os responsáveis pela morte de Jesus.

O Evangelho mostra que Jesus não compactua com uma religião que se torna simples fator econômico, explora e massacra os pobres. Ainda que se diga que isso é em nome de Deus, são coisas que não se sustentam diante da prática de Jesus e merecem acabar. A exploração da fé ingênua das pessoas termina à medida que essa fé deixa de ser tão ingênua e assume verdadeiramente Jesus como o centro. A comunidade bem centrada em Jesus e coerente com seus ensinamentos e sua prática supera as tensões e adversidades e se torna santuário, fonte de vida para todos.

Prezados irmãos,

São Paulo na segunda leitura (cf. 1 Cor 3,9-11.16-17) usa uma imagem semelhante, ao falar de seu trabalho na fundação da igreja de Corinto. A comunidade é construção de Deus, morada do Espírito. O alicerce, posto pelo próprio Paulo, é Cristo. aulo sente necessidade de falar da comunidade, comparando-a com uma lavoura e com uma construção (v. 9c). Ele, fundador da comunidade de Corinto, compara-se ao bom arquiteto que iniciou a construção, o grupo cristão naquela cidade. Outros agentes de pastoral, a seguir, deram sequência ao trabalho iniciado por ele. Foi o que aconteceu com Apolo e, provavelmente, Cefas. Todavia – garante Paulo –, o alicerce não pode ser mudado: Jesus Cristo. Ele é a razão de ser, o centro, a base sobre a qual nasceu e se constrói a comunidade cristã. Ninguém pode mudar esse alicerce. Paulo continua seu raciocínio: se a base-alicerce é Cristo Jesus, como definir a construção-comunidade que se ergue sobre essa base? Eis, então, que surge uma das grandes convicções de Paulo a respeito do perfil da comunidade cristã: “Vocês não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (v. 16). Certamente Paulo, na primeira fase da evangelização em Corinto, quando aí permaneceu por dezoito meses (At 18,11), dissera essas coisas à comunidade nascente. Agora lhes recorda isso em forma de pergunta, e a resposta que os próprios coríntios deveriam dar é esta: “Sim, nós sabemos que somos templo de Deus. E sabemos que o Espírito dele habita em nós”.

               Por isso, a abertura dessas imagens é fornecida pela “utopia de Ezequiel”, na qual aparece a descrição do novo templo, a ser construído quando os exilados da Babilônia voltarem à Judéia (cf. Ez 47,1-2.8-9.12) – Primeira Leitura. Ezequiel vê a fonte do templo como um rio caudoloso que saneia as águas e as margens e até o Mar Morto... Um símbolo da salvação que deve fluir do novo templo Essa alegoria se refere a Cristo e à sua comunidade, porque a comunidade de Jesus deve ser a edificação de Deus da qual sai a água salvadora para a humanidade. O tema central desses cinco versículos passa pelas palavras templo e água. Ezequiel percebe que sai água do templo em direção ao oriente. O volume de água vai crescendo sempre mais, até superar o do rio Jordão (v. 5, ausente na leitura). A rota das águas é marcada pela vida. Ao entrar no mar, a água do templo torna-se potável. Por isso, por todo lugar por onde passar a torrente, os seres vivos que a povoam terão vida. “Haverá abundância de peixes, pois, aonde quer que essa água chegue, ela levará vida, de modo que haverá vida em todo lugar que a torrente atingir” (v. 8-9). Como se pode ver, trata-se de água extremamente fecunda, portadora de vida para os seres que nela vivem. E essa água sai do templo onde mora Deus. É, portanto, mensageira de vida do Deus da vida que habita no meio do seu povo. O mar Morto chama-se assim porque, apesar de receber todo o volume de água doce do rio Jordão, não tem vida nem vazão. É, pois, símbolo de ausência de vida, sinônimo de morte. Contudo, com a água que sai do templo, torna-se extremamente fecundo, e não somente para a fauna.

O Novo Testamento apropriou-se dessa imagem de Ezequiel em várias ocasiões. As mais significativas estão na literatura joanina: a água que jorra do lado aberto de Jesus (Jo 19,34) e a descrição da nova Jerusalém em Ap 22,2.

Caros irmãos,

Nosso Senhor Jesus Cristo vai bem mais longe do que os profetas vétero-testamentários. Ao expulsar do Templo, também, as ovelhas e os bois que serviam para os ritos sacrificiais que Israel oferecia a Jahwéh (João é o único dos evangelistas a referir este pormenor), Jesus mostra que não propõe apenas uma reforma, mas a abolição do próprio culto. O culto prestado a Deus no Templo de Jerusalém era, antes de mais, algo sem sentido: ao transformar a casa de Deus num mercado, os líderes judaicos tinham suprimido a presença de Deus…Vemos, infelizmente, muitos no Brasil preocupados com grandes templos e se esquecem que o Templo Verdadeiro é aquele que é agradável a Deus.

Mas, além disso, o culto celebrado no Templo era algo de nefasto: em nome de Deus, esse culto criava exploração, miséria, injustiça e, por isso, em lugar de potenciar a relação do homem com Deus, afastava o homem de Deus. Jesus, o Filho, com a autoridade que Lhe vem do Pai, diz um claro “basta” a uma mentira com a qual Deus não pode continuar a pactuar: “não façais da casa de meu Pai casa de comércio” (vers. 16). Por isso é inadmissível que se cobre para adentrar em um lugar sagrado, é abominável dizer que se tem ingresso no sagrado pago por dinheiro, por negócios.

 

Os líderes judaicos ficam indignados. Quais são as credenciais de Jesus para assumir uma atitude tão radical e grave? Com que legitimidade é que Ele se arroga o direito de abolir o culto oficial prestado a Jahwéh? A resposta de Jesus é, à primeira vista, estranha: “destruí este Templo e Eu o reconstruirei em três dias” (vers. 19). Recorrendo à figura literária do “mal-entendido” (propõe-se uma afirmação; os interlocutores entendem-na de forma errada; aparece, então, a explicação final, que dá o significado exato do que se quer afirmar), João deixa claro que Jesus não Se referia ao Templo de pedra onde Israel celebrava os seus ritos litúrgicos (vers. 20), mas a um outro “Templo” que é o próprio Jesus (“Jesus, porém, falava do Templo do seu corpo” – vers. 21). O que é que isto significa? Jesus desafia os líderes que O questionaram, a suprimir o Templo que é Ele próprio; mas deixa claro que, três dias depois, esse Templo estará outra vez erigido no meio dos homens. Jesus alude, evidentemente, à sua ressurreição. A prova de que Jesus tem autoridade para “proceder deste modo” é que os líderes não conseguirão suprimi-lo. A ressurreição garante que Jesus vem de Deus e que a sua atuação tem o selo de garantia de Deus. No entanto, o mais notável, aqui, é que Jesus Se apresenta como o “novo Templo”. O Templo representava, no universo religioso judaico, a residência de Deus, o lugar onde Deus Se revelava e onde Se tornava presente no meio do seu Povo. Jesus é, agora, o lugar onde Deus reside, onde Se encontra com os homens e onde Se manifesta ao mundo. É através de Jesus que o Pai oferece aos homens o seu amor e a sua vida. Aquilo que a antiga Lei já não conseguia fazer – estabelecer relação entre Deus e os homens – é Jesus que, a partir de agora, o faz.

Meus irmãos e minhas irmãs,

Vivemos todos dentro da grande comunidade de fiéis chamada Igreja ou “Ecclesía”, o que significa, assembléia ou comunidade de fiéis, comunidade do povo de Deus peregrino. São Paulo nos ensinou que a comunidade cristã é o templo de Deus, onde quer que esteja ou se que se reúna para o louvor do Deus Altíssimo e Onipotente. Todos os fiéis que fazem parte do corpo místico de Cristo constituem a comunidade orante, a comunidade militante e a comunidade padecente que formam a grande Igreja, Jerusalém celeste conforme celebramos há dois dias a Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus. O próprio fiel, pelo Batismo, é templo e morada do Espírito Santo. Todos nós somos membros da pedra viva, o “Corpo de Cristo”.

               Assim, rezemos, pois, elevando nossos pensamentos ao Senhor da Vida para que a Igreja que peregrina no mundo, a partir do primado da Caridade de Bento XVI, que da Catedral Lateranense a todos abençõe a congrega na unidade, para que possamos todos cantar as alegrias eternas neste vale de lágrimas, aonde a justiça, a paz, a concórdia, a misericórdia e a acolhida fraternal sejam a nota de júbilo e louvor ao DEUS ÓTIMO E MÁXIMO que se consagra a Basílica do Latrão e que, diuturnamente, se consagra à vida de cada um dos cristãos. Amém!

 

Padre Wagner Augusto Portugal.

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