Gostaria,
nesta semana, de oferecer um roteiro espiritual para as famílias cristãs.
Passos para viver voltados para o amor
1 – Amar a Deus é amar a
Sua vontade: O amor verdadeiro não se mede em palavras, mas em obediência. Uma
mãe pode repetir ao filho “eu te amo muito”, mas, se nunca atende ao que ele
precisa, esse amor fica vazio. Deus não nos pede emoções passageiras, mas
entrega real. Temos que sonhar em ser aquele brinquedo inútil nas mãos do
Senhor.
2 – Para fazer a Sua
vontade, é preciso olhar para Ele: A vida cristã não se improvisa: ou seguimos
de perto os passos de Jesus, ou corremos o risco de nos perder.
3 – Aprender a entregar
tudo, até mesmo a própria miséria: Amar é doar-se sem reservas e com alegria.
Mas também com realismo: nosso coração é como um chiclete que se apega a tudo,
até às coisas boas. Por isso, não podemos nos deter nos instrumentos — nem
mesmo nos mais santos —, mas entregar o coração somente ao Senhor.
4 – A abnegação como
caminho de libertação: Nosso grande rival somos nós mesmos. A felicidade é uma
subida íngreme, enquanto a infidelidade é uma descida fácil. Cada mortificação
— governar os olhos, a boca, os impulsos — é um presente que se transforma em
carícia a Deus e vai educando o paladar espiritual: quanto mais se saboreia o
Senhor, menos atraem as coisas da terra.
5 – Superar o medo que
nasce da desconfiança: A dúvida e o medo ofendem, porque fecham o coração à
graça. “Cada ato de confiança é uma carícia ao Senhor; vencer os medos é beijar
a mão que nos golpeia.
6 – Pobreza espiritual
unida à esperança: Não se trata de puro voluntarismo, mas de deixar que seja
Cristo quem impulsiona nossas ações.
7 – Reconhecer a beleza
da vida escondida em Cristo: A verdadeira sabedoria é querer ser esquecidos”,
evocando Santa Teresinha, convencida de que a vaidade é como um vidro manchado
que impede a passagem da luz.
8 – Purificação e
consagração ao Amor: “Ocupa-te do meu amor”, diz o Senhor, porque não há órfão
mais necessitado do que Ele. Não basta uma amabilidade formal, mas sim um amor
real que tudo penetra.
Cada
vez que refletimos sobre estes oito pontos assevero que com a certeza de que a
missão começa no oculto, no ordinário. Vivemos tempos em que muitas barreiras
ideológicas já caíram, mas ainda permanece a verdadeira revolução pendente: a
conversão do coração.
Padre
Wagner Augusto Portugal

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