No domingo 26 de janeiro de 2025 será celebrado, em todas as dioceses do mundo, o VI Domingo da Palavra de Deus, sendo esta edição no contexto do Ano Jubilar. Trata-se de uma iniciativa profundamente pastoral que o Papa Francisco desejou para que as pessoas compreendam como é importante, na vida quotidiana da Igreja e das comunidades, a Palavra de Deus. Uma Palavra que não se reduz a um livro, mas que está sempre viva e se torna um sinal concreto e palpável.
O lema escolhido pelo Santo Padre para a edição de 2025 é um versículo
do Salmo 119, “Espero na tua Palavra”. “É um grito de esperança: o homem, no
momento da angústia, da tribulação, do não-sentido, clama a Deus e põe nele
toda a sua esperança”.
É um Domingo especialmente “dedicado à celebração, reflexão e
divulgação da Palavra de Deus” (Aperuit Illis, 3). Por estarmos a celebrar,
ao longo de todo o ano 2025, o Grande Jubileu, sob o lema “Peregrinos de
esperança”, o Papa Francisco escolheu como fonte de inspiração para este
Domingo da Palavra, as palavras do Salmista: “Espero na tua Palavra” (Sl
118/119,74).
É da nossa experiência humana, que todos esperam, todos temos diversas
esperanças, mas o que nos é comunicado neste Jubileu é a “Esperança”, no
singular, a Esperança em Pessoa. A nossa esperança não é uma ideia, uma
expetativa; a nossa esperança tem rosto e tem nome: é Cristo. “Cristo é a
nossa esperança” (1Tm 1,1). Ele mesmo Se apresenta hoje na sinagoga de
Nazaré, como Aquele que realiza a Promessa e o ideal libertador do Jubileu. É
Ele que inaugura e nos oferece, em definitivo e em plenitude, «o Ano da graça
do Senhor», o Ano Jubilar. Neste Domingo da Palavra, renovemos a nossa
esperança no Senhor, porque Ele é fiel à Palavra do Seu amor por nós (Hb
10,23), Ele realiza todas as promessas. Eis porque esta é uma esperança que não
nos desilude (Rm 5,5). Bem o entendeu o apóstolo Pedro, quando afirmou: “À Tua
palavra, Senhor, lançarei as redes” (Lc 5,5), o que significa: “confio em Ti”;
“pus toda a minha esperança na Tua Palavra” (Sl 118/119,74).
Durante a celebração, será conferido os ministérios de Leitor e
Catequista a homens e mulheres leigos. O Domingo da Palavra de
Deus deve ser vivenciado “como um dia solene. Entretanto será
importante que, na celebração eucarística, se possa entronizar o texto sagrado,
de modo a tornar evidente aos olhos da assembleia o valor normativo que possui
a Palavra de Deus (…). Neste Domingo, os Bispos poderão celebrar o rito do
Leitorado ou confiar um ministério semelhante, a fim de chamar a atenção para a
importância da proclamação da Palavra de Deus na liturgia”.
No documento de instituição do Domingo da Palavra de Deus, o Papa afirma
que o dia dedicado à Bíblia pretende ser, não «uma vez no ano», mas uma vez por
todo o ano (n. 8), alimentando-nos dia a dia da Palavra de Deus. E justifica:
«A doçura da Palavra de Deus impele-nos a comunicá-la a quantos encontramos na
nossa vida», se não nos aproximamos dela por mero hábito, mas nos alimentamos
dela para descobrir e viver em profundidade a nossa relação com Deus e com os
irmãos (n.12).
E lembra ainda um grande desafio, o da caridade: escutar as sagradas Escrituras
para praticar a misericórdia (n.13).
Que possamos meditar todos os dias a Palavra de Deus, que é Palavra de
esperança nesta nossa peregrinação rumo ao céu!
Padre
Wagner Augusto Portugal
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