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27º DOMINGO DO TEMPO COMUM – B


“Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo!” (Est 1, 9ss).

Irmãos e Irmãs,

A liturgia deste domingo nos convida a refletir sobre a família e o matrimônio cristão. Celebramos, com júbilo, o Deus da aliança e o dom da união matrimonial dos casais que também procuram viver a missionariedade. Vamos refletir sobre o discipulado – ser discípulo: o matrimônio segundo o projeto de Deus, para que enquanto família cristã sejamos todos discípulos-missionários. O tema, portanto, é o matrimônio sob a vontade de Deus. Jesus veio trazer presente o Reino de Deus, também quanto ao sacramento do matrimônio: é preciso que seja o matrimônio restaurado no sentido que Deus mesmo lhe concebeu, desde o início. Este sentido se encontra descrito na primeira Leitura que hoje lemos retirada de Gn 2, 18-24. Preocupado com a felicidade e Adão, “o Homem”, Deus lhe procura uma companhia, uma companheira, mas como entre os outros seres vivos não a encontra, faz a mulher, da “metade” do homem. Este episódio significa a complementaridade de homem e mulher, que se transforma numa unidade de vida, numa única carne, quando o homem opta por uma mulher e, por causa desta opção, deixa sua família de origem e a segurança que seus pais lhe ofereciam. Sai de casa para casar sendo um risco e um compromisso.

A Sagrada Escritura coloca o matrimônio não como um contrato que pode ser dissolvido. Ao contrário o matrimônio é uma comunhão de amor e uma comunhão de vida entre o homem e a mulher, com vínculos indissolúveis, para toda a vida, tendo por fim a edificação de uma família, com a concepção de filhos que enriqueça o lar e adorne de filhos a família abençoada.

No livro de Genesis o Senhor Deus disse “Não é bom que o homem esteja só” (cf. Gn 2,18-24). Por isso a realização plena do homem acontece na relação e não na solidão. O homem que vive fechado em si próprio, que escolhe percorrer caminhos de egoísmo e de autossuficiência, que recusa o diálogo e a comunhão com aqueles que caminham a seu lado, que tem o coração fechado ao amor e à partilha, é um homem profundamente infeliz, que nunca conhecerá a felicidade plena. Por vezes a preocupação com o dinheiro, com a realização profissional, com o estatuto social, com o êxito levam os homens a prescindir do amor, a renunciar à família, a não ter tempo para os amigos. E um dia, depois de terem acumulado muito dinheiro ou de terem chegado à presidência da empresa, constatam que estão sozinhos e que a sua vida é estéril e vazia. A Palavra de Deus é assertiva e direta: a vocação do homem é o amor; a solidão, mesmo quando compensada pela abundância de bens materiais, é um caminho de infelicidade.

O amor esponsal aparece como algo que está, desde sempre, inscrito no projeto de Deus e que é querido por Deus. Deus criou o homem e a mulher para se ajudarem mutuamente e para partilharem, no amor, as suas vidas. É no amor e não na solidão que o homem encontra a sua realização plena e o sentido para a sua existência.

Homem e mulher são iguais em dignidade. Eles são “da mesma carne”, em igualdade de ser, partícipes do mesmo destino; completam-se um ao outro e ajudam-se mutuamente a atingir a realização. São, portanto, iguais em dignidade. Esta realidade exige que homem e mulher se respeitem absolutamente um ao outro; e exclui, naturalmente, qualquer atitude que signifique dominação, escravidão, prepotência, uso egoísta do outro.

Meus queridos Irmãos,

Dois grandes momentos são vividos no Evangelho de hoje (Mc. 10,2-16). O primeiro momento é a fidelidade do ser humano a Deus. Naturalmente cada criatura humana deve ser fiel ao Deus que lhe concede, com misericórdia e amor, o dom da vida. Ser fiel é condição primeira para ser discípulo. Fidelidade que se manifesta nas pequenas e nas grandes coisas e, obras que constroem o Reino de Deus entre nós. Fidelidade a Deus, fidelidade aos Santos Evangelhos, fidelidade ao projeto de salvação, fidelidade ao Reino de Deus que acontece e realiza aqui na terra tendo a sua plenitude no céu. O segundo momento é muito nítido: a fidelidade matrimonial como uma expressão de fidelidade ao Senhor Deus. Fidelidade matrimonial, que é casamento para toda a vida, casamento indissolúvel. Em tempos em que as pessoas experimentam o verbo “ficar”, sem nenhum compromisso de vida a dois, de cumplicidade, de amassar um caminhão de cimento, para solidificar a casa chamada Igreja doméstica, é necessário subir aos telhados das Igrejas, dos Templos, dos Edifícios, dos shopping centers, de nossos canais de televisão, de nossas rádios, da rede mundial de computadores e anunciar a verdade sempre nova e sempre atual: o matrimônio católico e cristão, querido por Nosso Senhor Jesus Cristo e por Ele instituído, elevado à condição de Sacramento, é o matrimônio entre o homem e a mulher, que tem por finalidade a comunhão de amor e a comunhão de vida, tendo por escopo a bênção de Deus com a edificação de uma família que tem duas graças importantes: a bênção do lar e a perenidade da humanidade por Deus edificada. O relacionamento abençoado entre um homem e uma mulher é a sede propícia para se exercer a renúncia a si mesmo e aos próprios interesses (cf. Mc 8,34), bem como operacionalizar a disponibilidade ao serviço (cf. Mc 9,35) e a dedicação fiel e sem restrições (cf. Mc 9,43-48).

Por isso, é necessário refletirmos sobre algumas realidades. O que é ser fiel? A fidelidade começa com nossa ação de graças a Deus pelo batismo que recebemos, pela nossa vida, pela nossa fé católica e apostólica. Fidelidade que é exteriorizada por uma autêntica vida de fé em que, fé e vida pessoal, sejam uma única realidade, dando testemunho das verdades eternas. O projeto de Deus para cada um de nós exige reciprocidade e fidelidade, fidelidade a Deus, fidelidade ao Reino, fidelidade ao Evangelho. Por isso cantemos com Jesus: “Meu alimento é fazer a vontade do Pai” (cf Jo 4,34). O ponto que a liturgia hoje coloca como central é o matrimônio como símbolo da nossa fidelidade a Deus. Deus celebra uma aliança com a criatura humana, isto é, um pacto como no casamento, ao qual se espera fidelidade de ambos os lados, repito de ambos os lados, do homem e da mulher. Fidelidade que requer sacrifícios, renúncias, sofrimento, mas, também, alegrias, esperanças, felicidades. A alma da fidelidade e, portanto, o amor fraterno, tornando-se, por si só, prova suprema de amor.

Estimados Irmãos e Estimadas Irmãs,

É possível um divórcio para os católicos? Evidentemente que o divórcio não pode ser admitido entre os católicos. É da essência do casamento católico a constituição de uma união indissolúvel, constituindo-se comunidade de vida e comunidade de amor.

O divórcio no tempo de Jesus era uma questão recorrente. Herodes vivia em adultério com a sua cunhada Herodíades. Jesus não entrou diretamente na questão do divórcio. Entretanto, Jesus falou de Moisés e reafirma a indissolubilidade, para não entrar em briga e disputa, nem com Herodes e nem com os escribas. Jesus reafirma: “desde o começo da criação Deus os fez homem e mulher”. Assim Jesus ensinou que o homem se casa com a mulher uma única vez. Por que isso? Para que o homem e a mulher sejam capazes de um compromisso mútuo e de uma comunhão plena, em pé de igualdade, com direitos e obrigações iguais. Formam uma só carne, muito mais do que a junção de dois corpos. Trata-se da união das pessoas como um todo, como uma só família, uma só pessoa, formando uma comunhão de amor e uma comunhão de vida.

O MANDATO DE JESUS SOBRE O MATRIMÔNIO É EXPLÍCITO: “AOS CASADOS ORDENO, NÃO EU, MAS O SENHOR, QUE A MULHER NÃO SE SEPARE DO MARIDO E O MARIDO NÃO REPUDIE SUA MULHER” (cf. 1Cor 7,10-11).

O homem moderno, utilitarista e imediatista, perdeu o senso da durabilidade do matrimônio. Mas a Igreja, depositária das verdades evangélicas, não se curva ao hedonismo e ao sexo livre, sem compromisso e bênção de Deus. Que a “dureza do coração” que indica fechamento do coração da criatura humana para Deus nos renove o compromisso de nos abrirmos à reconciliação e a graça de Deus nos tornando como crianças em que Cristo as abraça com carinho, simbolizando o discípulo perfeito que é liberto de seus egoísmos, de seus interesses, de suas pretensões, ganâncias, duplicidade de coração e de mente. Vamos ser como as crianças e aceitar a vontade de Deus que nos pede uma volta ao Evangelho: senso de retorno ao compromisso com Jesus e com a nossa salvação, a fidelidade e o amor.

Caros irmãos,

“Não separe o homem o que Deus uniu…” (cf. Mc 10,9). Jesus coloca o dedo na ferida. O divórcio é sempre um fracasso, um sofrimento. Mas entrou nos costumes como uma realidade normal, um falso “direito”! Jesus está contra a corrente. Palavra incompreensível para muitos homens e mulheres, qualquer que seja a sua idade! Na sua resposta aos fariseus, Jesus recorre a um critério a que geralmente se presta pouca atenção. Vai ao “princípio da criação”, à vontade primeira, à vontade criadora de Deus. Ora, esta vontade é que os seres humanos se tornem “imagens de Deus”, na medida em que aceitem entrar uns e outros nas relações de amor recíproco, porque Ele, Deus, é eterno movimento de amor no seu Ser mais profundo. O casal humano, antes mesmo da questão da procriação, é chamado por Deus a tornar-se o primeiro lugar de manifestação deste movimento de amor. O amor humano, sob todas as suas formas, não nasceu dos acasos da evolução biológica. É dom de Deus. Quando os homens recusam este dom, impedem Deus de imprimir neles a sua imagem. Na realidade, vão contra a vontade criadora, introduzem uma desordem na criação tal como Deus a quis. Porque Ele escuta plenamente o seu Pai e acolhe sem quaisquer reticências nem recusas a vontade de amor do seu Pai, Jesus, e apenas Ele, pode colocar-nos na luz de Deus Criador e da sua vontade criadora. Mas isso supõe que aceitemos escutar Jesus, tomar Jesus na nossa vida. Só poderemos compreender a exigência

de unidade e de fidelidade no amor humano se aceitarmos tornar-nos, dia após dia, discípulos, mais ainda, amigos de Jesus. Para resolver os nossos problemas afetivos, temos razão em recorrer à psicologia, à psicoterapia do casal. Mas isso não basta. A verdadeira falta é uma falta de profundidade espiritual. Não servirá de nada a Igreja repetir sem cessar a sua oposição ao divórcio se, primeiro, não fizer imensos esforços para ajudar a redescobrir um verdadeiro acompanhamento com Jesus, revelador do amor do Pai.

Caros irmãos,

Na parte final do Evangelho, o evangelista põe novamente em cena personagens muito caros na etapa do caminho: as crianças (Mc 10,13). A ênfase de Jesus e do evangelista nas crianças tem uma função didática muito específica, sobretudo para a formação dos discípulos. Com efeito, quanto mais se aproximavam de Jerusalém, mais eles alimentavam projetos de poder e sonhos de grandeza. Diante disso, o evangelista insiste em apresentar as crianças como modelo, considerando a insignificância que lhes era atribuída na época. Na controvérsia sobre o divórcio, Jesus elevou a mulher à condição de igualdade; agora, com as crianças, eleva todas as categorias de pessoas excluídas à condição de preferidos e preferidas do Reino (Mc 10,14-15). O gesto de abraçar, abençoar e impor as mãos sobre as crianças (Mc 10,16) enfatiza o amor acolhedor de Jesus pelas pessoas mais necessitadas, que a sociedade considera insignificantes.

Meus irmãos,

A segunda leitura (Hb 2,9-11) nos fala que Jesus é o sacerdote, o santificador, por excelência, por serem sua humanidade e o despojamento os instrumentos pelos quais ele santifica toda a condição humana. Santificou-nos por sua fraternidade conosco. Jesus aceitou despojar-se das suas prerrogativas divinas e fazer-se “por um pouco, inferior aos anjos” a fim de que, pelo dom da sua vida até à morte, se cumprisse o projeto salvador do Pai para os homens (vers. 9). Depois desta afirmação de princípio, o autor da Carta aos Hebreus vai aprofundar a sua reflexão e explicar porque é que Jesus teve que passar pela humilhação da cruz (a explicação é bem mais longa do que a leitura que nos é proposta e vai do versículo 10 ao versículo 18). A questão da paixão e morte de Cristo era uma “conveniência” do projeto de salvação que Deus tinha para o homem (“convinha” – vers. 10). O que é que isso significa? O objetivo de Deus é que o homem cresça até chegar à vida plena. Ora, para fazer com que a humanidade atinja esse fim, Deus deu-lhe um guia – Jesus Cristo. Ele devia mostrar, com a sua vida e o seu exemplo, que se chega à plenitude da vida cumprindo integralmente a vontade do Pai e fazendo da existência um dom de amor aos irmãos. A cruz foi a expressão máxima e total dessa vida de entrega aos desígnios de Deus e de doação aos irmãos. Morrendo por amor, Jesus ensinou aos homens como é que eles devem viver, qual o caminho que eles devem percorrer, a fim de chegarem à plenitude da vida, à felicidade sem fim; morrendo por amor e ressuscitando logo a seguir para a vida plena, Jesus libertou os homens do medo paralisante da morte e mostrou-lhes que a morte não é o fim da linha para quem vive na entrega a Deus e na doação aos irmãos. Ao assumir a natureza humana, ao fazer-Se solidário com os homens, ao fazer-Se irmão dos homens, Cristo (Aquele que santifica) inseriu os homens (os que são santificados) na órbita de Deus e mostrou-lhes o caminho a seguir para integrar a família de Deus (vers. 11).

A encarnação, paixão e morte de Jesus atestam, antes de mais, o incrível amor de Deus pelos homens. É o amor de alguém que enviou o próprio Filho para fazer da sua vida um dom, até à morte na cruz, a fim de mostrar aos homens o caminho da vida plena e definitiva. Trata-se de uma realidade que a Palavra de Deus nos recorda cada domingo; e trata-se de uma realidade que não deve cessar de nos espantar e de nos levar à gratidão e ao amor. A atitude de aceitação incondicional do projeto do Pai assumida por Cristo contrasta com o egoísmo e a autossuficiência de Adão face às propostas de Deus. A obediência de Cristo trouxe vida plena ao homem; a desobediência de Adão trouxe sofrimento e morte à humanidade. O exemplo de Cristo convida-nos a viver na escuta atenta e na obediência radical às propostas de Deus: esse caminho é gerador de vida verdadeira. Quando o homem prescinde de Deus e das suas propostas e decide que é ele quem define o caminho a seguir, fatalmente resvala para projetos de ambição, de orgulho, de injustiça, de morte; quando o homem escuta e acolhe os desafios de Deus, aprende a amar, a partilhar, a servir, a perdoar e torna-se uma fonte de bênção para todos aqueles que caminham ao seu lado.

Jesus fez-Se homem, enfrentou a condição de debilidade dos homens e morreu na cruz. No entanto, a sua glorificação mostrou que a morte não é o final do caminho para quem faz da vida uma escuta atenta dos planos de Deus e uma doação de amor aos irmãos. Dessa forma, Ele libertou os homens do medo da morte. Agora, podemos enfrentar a injustiça, a opressão, as forças do mal que oprimem os homens, sem medo de morrer: sabemos que quem vive como Jesus não fica prisioneiro da morte, mas está destinado à vida verdadeira e eterna.

Caros irmãos,

A liturgia deste domingo evidencia que a comunidade cristã é lugar da aliança com Deus. O matrimônio é dom que leva o casal à santificação, ao serviço ao Reino de Deus. Devemos levar a comunidade a crer em Jesus Cristo como mediador universal da salvação. Vamos compreender que o matrimônio é dádiva que deve ser vivida. O divórcio, porém, é fruto da incompreensão da indissolubilidade, no qual as intransigências ganham força, minando o amor.

Meus caros irmãos,

O Papa Bento XVI assim se expressou sobre o matrimônio, no discurso aos Bispos do Regional Nordeste 1 e 4 da CNBB, no dia 25 de setembro de 2009: “a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana”.

Continua o Santo Padre: “A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora, este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam

filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.”

Portanto, Deus deseja tocar o ser humano que nasce através do amor dos pais. Desta forma, Deus está acolhendo, tocando e abençoando os filhos. Os pais representam o próprio Deus para o filho que nasce. A imagem de Deus que os esposos transmitem deve ser uma imagem de Deus-amor, Deus-bondade, Deus-vida. Tudo isso é dom, é graça, que a comunidade deseja agradecer, pedir que conserve nos casados e desejar, pedindo a graça a Deus, para os jovens, que, um dia, hão de seguir a Cristo no estado de vida do Matrimônio, indissolúvel e para toda a vida. Assim seja!

Padre Wagner Augusto Portugal.

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